*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Laini Mirely, de apenas 20 anos, foi encontrada morta dentro da própria residência na noite de segunda-feira, dia 4 de maio. A jovem estava no oitavo mês de gestação e, o bebê também não resistiu.
De acordo com o relato policial, o marido da jovem chegou do trabalho e encontrou a casa trancada. Sem obter resposta aos chamados e preocupado com a esposa, utilizou um garfo para destravar a porta e conseguir entrar no imóvel.
Ao acessar a residência, encontrou Laini caída no chão e inconsciente. O SAMU foi acionado imediatamente, mas, ao chegarem ao local, os socorristas apenas puderam constatar a morte da jovem e da criança.
Inicialmente, o caso foi acompanhado com cautela pelas autoridades para descartar qualquer indício de crime. No entanto, o marido afirmou aos policiais que não houve desentendimentos entre o casal e que o relacionamento era harmonioso.
A perícia técnica realizou a análise do local. Não foram encontrados indícios de luta corporal na residência. O corpo de Laini não apresentava lesões visíveis ou sinais de agressão. O esposo relatou que, nos últimos dias, a jovem vinha sofrendo com enjoos constantes e episódios de vômito, sintomas que podem ter mascarado a gravidade do quadro clínico.
O corpo foi encaminhado para exames detalhados no IML. Os laudos periciais concluíram que a causa da morte foi um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O caso reforça o alerta médico sobre a importância do acompanhamento rigoroso no pré-natal, uma vez que complicações vasculares, embora raras em jovens, podem ser desencadeadas ou agravadas pelas alterações fisiológicas da gestação, como a pré-eclâmpsia.

