*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O combatente voluntário Arisson Benevides, conhecido como “Periquito”, divulgou um vídeo neste domingo, dia 21 de junho, de dentro do hospital onde está internado, para relatar a grave agressão sofrida na Ucrânia. Natural de Cáceres, Mato Grosso, o brasileiro atua na guerra contra a Rússia e acabou hospitalizado após uma confusão generalizada que terminou em agressão física durante um treinamento militar de reciclagem.
No relato, o veterano cacerense detalha que foi atacado pelas costas com uma pedra, chegou a ficar desacordado e sofreu convulsões antes de ser socorrido.
De acordo com Arisson, o desentendimento começou durante um curso de reciclagem militar. Devido a sequelas de combates anteriores na frente de batalha, o mato-grossense e outro combatente veterano possuíam autorização médica formal para não participar de determinados exercícios físicos de alto impacto.
Apesar da dispensa médica, uma instrutora brasileira que ministrava a atividade exigiu que Arisson corresse junto com o pelotão. O voluntário relata que tentou argumentar e pediu respeito ao histórico e às limitações dos veteranos de guerra, momento em que a discussão escalou.
Segundo o cacerense, a instrutora partiu para a agressão contra ele. Arisson afirma que optou por não revidar pelo fato de a agressora ser mulher.
A confusão aumentou quando militares ucranianos que presenciavam a cena intervieram e seguraram o brasileiro. Aproveitando que Arisson estava imobilizado, o companheiro da instrutora o atacou.
“Graças a Deus eu estou vivo. Ele aproveitou para me apanhar pelas costas, com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca. Eu vim a desfalecer”, desabafou o combatente no vídeo gravado no leito hospitalar.
Arisson caiu desacordado e sofreu uma crise convulsiva no local. Diante da gravidade do quadro clínico, ele foi socorrido às pressas e encaminhado para uma unidade hospitalar em território ucraniano, onde segue sob observação e recebendo tratamento médico.
Até o momento, as circunstâncias exatas do incidente e o teor das acusações feitas pelo brasileiro não foram confirmados oficialmente pelas autoridades militares da Ucrânia.
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