O governo federal anunciou que o horário de verão não será retomado em 2024, após uma análise detalhada sobre os impactos econômicos e energéticos da medida. Segundo o governo, a manutenção do horário convencional se mostrou mais adequada, visto que o horário de verão não traz benefícios significativos para a economia ou para a gestão energética.
A palavra final foi dada durante uma reunião entre especialistas e representantes do governo, que concluíram que o horário de verão não será necessário este ano.
Análise do governo sobre o horário de verão
De acordo com Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, a decisão de não retomar o horário de verão foi tomada após várias reuniões com especialistas da área. Nas últimas semanas, foram realizadas dez discussões aprofundadas sobre o tema, nas quais se avaliou o cenário hídrico e energético do país.
O ministro afirmou que a segurança energética do Brasil está garantida, não havendo necessidade de ajustes de horário para o verão deste ano. Além disso, ele destacou que a possível adoção da medida será reavaliada em 2025, dependendo das condições futuras.
A decisão veio após anos de discussão sobre a viabilidade do horário de verão. Apesar de o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ter sugerido a retomada, a equipe do governo ponderou que os atuais níveis de segurança energética e a melhora na condição dos reservatórios de água são fatores que sustentam a decisão de manter o horário convencional.
A crise hídrica e a energia no Brasil
O país vive atualmente uma das piores secas desde 1950, o que tem impactado diretamente os níveis dos reservatórios das hidrelétricas. A crise hídrica levou o Brasil a depender mais das usinas termelétricas, que são menos eficientes e mais caras.
Esse cenário contribuiu para o aumento das tarifas de energia para os consumidores. Diante disso, o horário de verão foi considerado uma possível solução para aliviar o sistema elétrico, reduzindo a demanda de energia nos horários de pico.
O horário de verão, se retomado, teria o potencial de reduzir em até 2% o consumo de energia no início da noite, período considerado crítico para o sistema elétrico. O ONS defende que essa economia poderia representar um alívio de até R$ 400 milhões, além de diminuir a dependência das termelétricas.