*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL) voltou a se pronunciar sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e defendeu o direito do cidadão de levantar questionamentos sobre o processo de votação por urna eletrônica. Terceiro candidato mais bem votado para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026, com mais de 69 mil votos, o parlamentar citou registros de interrupções no fornecimento de energia elétrica durante o pleito e criticou as punições aplicadas a quem contesta os resultados.
Para Cattani, a dúvida sobre a vulnerabilidade de equipamentos eletrônicos faz parte da liberdade de expressão e do debate público no país.
“Eu tenho ainda, eu acho que ainda tenho liberdade de duvidar que um produto eletrônico possa ser fraudado. Acho que eu tenho esse direito ainda no Brasil. E posso ter esse questionamento. Isso não quer dizer que eu tenha razão”, declarou o parlamentar.
O deputado também chamou a atenção para a ocorrência de quedas de energia em locais de votação durante o dia da eleição, comparando o episódio a pleitos anteriores e ressaltando que as falhas foram noticiadas pela imprensa.
“Agora mesmo teve um apagão igualzinho a outra eleição. Isso não sou eu que estou dizendo. A imprensa noticiou isso. Então, isso me dá o direito de falar: mas por que está dando tanto apagão? Eu posso fazer esse questionamento?”, indagou.
Ao fundamentar a posição, Cattani relembrou episódios históricos de contestação eleitoral protagonizados por diferentes lideranças e partidos políticos ao longo das últimas décadas no Brasil.
“Dizer que é confiável ou não é um direito de cada cidadão. O que aconteceu em 2018, o que aconteceu antigamente também, pelo próprio Aécio, pela própria Dilma Rousseff, é um direito de qualquer cidadão duvidar de qualquer coisa”, argumentou.
Por fim, o parlamentar criticou duramente o rigor das medidas judiciais e punições financeiras aplicadas nos últimos anos contra partidos e militantes que questionaram publicamente a integridade do sistema de votação.
“O que acontece hoje no nosso país é que as pessoas que fizeram esse questionamento foram com eles com R$ 22 milhões de multa e quase foram para a cadeia. Então, essa é a diferença que nós estamos vivendo no nosso Brasil hoje”, concluiu Gilberto Cattani.

