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Leia: Ex-funcionária desvia mais de R$ 100 Mil de clínica odontológica para pagar apostas em Cuiabá
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Cuiabá

Ex-funcionária desvia mais de R$ 100 Mil de clínica odontológica para pagar apostas em Cuiabá

Jornalista Mauad
Publicado em: 21 de agosto de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, revelou novos e surpreendentes detalhes sobre o esquema criminoso investigado na Operação Falso Sorriso, deflagrada na última quinta-feira, dia 20 de agosto. De acordo com o delegado Hugo Abdon Lima, responsável pelo caso, o dinheiro desviado pela suspeita era integralmente direcionado para sustentar um vício em jogos de apostas em plataformas online.

Foto: Reprodução

A principal investigada foi identificada como Arielly Katerine dos Santos, de 31 anos. Ela acumulou dívidas significativas em decorrência dos jogos de azar e utilizou a posição privilegiada em uma clínica odontológica para desviar mais de R$ 100 mil.

ENTENDA MAIS SOBRE O ESQUEMA

Arielly atuava no setor administrativo e financeiro de uma clínica odontológica situada no bairro Campo Velho, na capital. Com acesso livre ao sistema de gestão, dados cadastrais de pacientes, contratos, parcelas e registros de pagamentos, a suspeita montou um esquema sofisticado de desvios.

Ela abordava pacientes oferecendo descontos para que os pagamentos fossem feitos via Pix, links, QR codes ou máquinas de cartão vinculadas às suas contas pessoais.

Para evitar suspeitas e garantir que os tratamentos continuassem, Arielly alterava os registros no sistema da clínica, marcando os pacientes como adimplentes, enquanto o dinheiro nunca entrava no caixa da empresa.

A investigação apontou que a funcionária também recebia valores em espécie, alterava datas de vencimento de faturas e intimidava clientes com ameaças de negativação de crédito em nome do estabelecimento.

O esquema veio à tona após um paciente relatar aos proprietários que havia transferido valores via Pix diretamente para a conta particular da funcionária. Uma auditoria interna e a apuração da Derf identificaram pelo menos 15 pacientes na mesma situação, com contratos afetados que superam R$ 50 mil e prejuízos totais acima de R$ 100 mil.

Apesar de já ter sido demitida por justa causa, a investigada continuou mantendo contato com os pacientes, apresentando-se falsamente como representante da clínica para realizar novas cobranças.

Durante a Operação Falso Sorriso, foram cumpridas três ordens judiciais de busca e apreensão, além do afastamento do sigilo de dados telemáticos. Na residência de Arielly, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores, máquinas de cartão e documentos.

A conduta da suspeita é investigada pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, furto qualificado por abuso de confiança e estelionato, enquanto a Polícia Civil continua o trabalho para identificar novas vítimas e dimensionar o impacto total das fraudes.

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