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Leia: Desvio no INSS: PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha
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21 de outubro de 2026 22:28

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Desvio no INSS: PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha
Brasil

Desvio no INSS: PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha

Comando da Polícia Federal substitui delegado que conduzia investigação sobre desvios no INSS e mudança provoca reação no STF.

Redação OPMT
Publicado em: 16 de maio de 2026
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5 Minutos de Leitura
Desvio no INSS: PF troca delegado que pediu investigação contra Lulinha
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A Polícia Federal promoveu mudanças na condução das investigações sobre supostos desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A alteração retirou o delegado que coordenava o inquérito do comando do caso, transferindo a apuração para outro setor da corporação. A decisão ocorreu em meio ao avanço das investigações que envolvem empresários, suspeitas de fraudes previdenciárias e diligências relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mudança de delegado altera comando da investigação

A PF informou que o inquérito deixou a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou a ser conduzido pela Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Com isso, houve substituição no comando da investigação.

Segundo a corporação, a decisão foi tomada para ampliar a estrutura destinada ao caso e garantir mais recursos técnicos e operacionais. Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que a transferência busca assegurar maior eficiência nas investigações, principalmente por envolver procedimentos considerados complexos e com tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Apesar da mudança de comando, a PF declarou que os demais integrantes da equipe foram mantidos e que o andamento das investigações não deverá sofrer impactos.

Delegado atuava em prisões e medidas investigativas

O antigo responsável pelo caso havia conduzido medidas importantes dentro da operação. Entre elas, o pedido de prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como suspeito de liderar o esquema de desvios envolvendo aposentadorias e benefícios previdenciários.

Além disso, o delegado também participou de pedidos relacionados a outros investigados, incluindo parlamentares citados durante as apurações. A troca ocorreu enquanto o caso ganhava repercussão nacional devido às investigações envolvendo pessoas próximas ao filho do presidente da República.

STF pediu explicações sobre alteração no caso

A mudança provocou reação dentro do Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça realizou uma reunião com integrantes da Polícia Federal para obter esclarecimentos sobre a substituição no comando da investigação.

De acordo com informações divulgadas por pessoas presentes no encontro, o magistrado teria demonstrado incômodo por não ter sido informado previamente sobre a alteração. Ainda segundo relatos, Mendonça questionou os motivos da troca justamente em um momento considerado sensível para as investigações.

O gabinete do ministro confirmou apenas que a reunião teve como objetivo atualizar o andamento das apurações e apresentar a nova coordenação responsável pela operação relacionada ao INSS.

Cobrança por independência nas investigações

Durante o encontro, André Mendonça também teria reforçado a necessidade de independência na atuação dos investigadores. Conforme relatos, o ministro destacou que não deseja perseguições políticas nem atrasos que possam comprometer o avanço das apurações. A condução das investigações envolvendo o INSS vem sendo acompanhada de perto pelo STF devido à relevância política e financeira do caso.

Caso envolve investigação sobre Lulinha

O nome de Fábio Luís Lula da Silva passou a integrar a investigação após depoimentos prestados por um ex-funcionário ligado ao empresário conhecido como Careca do INSS. Segundo as informações reunidas pela PF, o ex-funcionário afirmou ter ouvido relatos sobre supostos pagamentos destinados ao filho do presidente.

A partir dessas declarações, os investigadores passaram a analisar movimentações financeiras e relações comerciais envolvendo pessoas próximas a Lulinha. Entre as medidas autorizadas pela Justiça está a quebra do sigilo bancário do filho do presidente, determinada pelo ministro André Mendonça após solicitação da Polícia Federal.

Também foram produzidos relatórios relacionados à empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. A defesa dos envolvidos nega qualquer participação em irregularidades.

Negócio de cannabis medicinal entrou na investigação

As investigações identificaram que o empresário Antônio Camilo Antunes firmou contrato com Roberta Luchsinger e teria realizado pagamentos que somam R$ 1,5 milhão. Posteriormente, a Polícia Federal encaminhou manifestação ao STF relatando suspeitas sobre uma possível relação empresarial indireta entre o Careca do INSS e Lulinha. A corporação informou ainda ter encontrado referências ao filho do presidente durante as apurações.

Em outro momento, a defesa de Lulinha reconheceu ao Supremo que ele realizou uma viagem para Portugal custeada pelo empresário investigado. Segundo os advogados, o objetivo da viagem era analisar oportunidades relacionadas ao mercado de cannabis medicinal. A defesa sustenta que o projeto empresarial não avançou e afirma que não houve assinatura de contratos nem recebimento de recursos financeiros por parte do filho do presidente.

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