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25 de outubro de 2026 06:16

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Derrotado na Câmara, Governo Lula trabalha para derrubar PL antifacção no Senado
Brasília

Derrotado na Câmara, Governo Lula trabalha para derrubar PL antifacção no Senado

Após derrota do governo na Câmara, discussão do PL antifacção avança para o Senado, onde o Planalto tentará rever pontos polêmicos do texto.

Redação OPMT
Publicado em: 19 de novembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Derrotado na Câmara, Governo Lula trabalha para derrubar PL antifacção no Senado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Imagem: Redes Sociais.
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A derrota do governo federal na votação do PL antifacção na Câmara dos Deputados abriu um novo capítulo no debate sobre o enfrentamento ao crime organizado no país. O resultado deslocou para o Senado a responsabilidade de reavaliar a proposta, enquanto o Palácio do Planalto tenta conter o que considera excessos e fragilidades no texto aprovado pelos deputados.

PL antifacção passa ao Senado e governo tenta frear avanço

Com o envio do projeto ao Senado, a articulação política passa a ser conduzida pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). A expectativa do Planalto é de que o relator escolhido, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), promova ajustes significativos. Vieira sinalizou uma revisão ampla e afirmou que um dos principais pontos de debate será o financiamento integral da Polícia Federal, tema sensível para o governo por envolver a divisão de bens apreendidos entre União e estados.

Segundo o senador, a análise deve contemplar aspectos de constitucionalidade, técnica legislativa e coerência com o sistema jurídico vigente. A equipe governista espera que, no Senado, seja possível recompor elementos retirados durante a tramitação na Câmara.

Divergências na Câmara acirraram disputa

O embate entre governo e oposição ocorreu principalmente pela escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, como relator do PL antifacção. Ele promoveu alterações profundas no texto original, suprimindo trechos considerados essenciais pelo Ministério da Justiça, como regras sobre infiltração policial, acesso facilitado a dados cadastrais e a coordenação da Polícia Federal em operações internacionais.

Derrite também incluiu novos tipos penais e expressões classificadas como vagas por técnicos do governo. Após críticas, desistiu da tentativa inicial de equiparar facções criminosas a grupos terroristas, mas argumentou que a reestruturação fortalece a proposta ao intensificar os instrumentos de combate às organizações criminosas.

Governistas apontam falhas e inconstitucionalidades

Integrantes do governo afirmam que o texto aprovado cria sobreposições legais que podem gerar insegurança jurídica e abrir espaço para nulidades em processos futuros. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou o relator e disse que as sucessivas versões apresentadas por Derrite tornaram o projeto “frágil e repleto de inconstitucionalidades”.

Parlamentares da direita veem aprovação como resposta ao crime

Enquanto o governo prepara sua estratégia para o Senado, parlamentares da direita celebraram a aprovação na Câmara como um marco na reação do Estado ao avanço de facções e milícias. Para eles, o PL antifacção representa um reforço à autoridade pública em regiões dominadas pelo crime.

Deputados como Ubiratan Sanderson (PL-RS) e Rodrigo Valadares (União-SE) declararam que a votação atende ao clamor popular por segurança. Outros, como Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Rodolfo Nogueira (PL-MS), defenderam que o projeto simboliza uma ruptura com períodos de omissão e reforça a necessidade de recuperar territórios controlados por organizações criminosas.

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