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Leia: Delegada detalha histórico de agressividade e manipulação de médico preso em Barra do Garças; VEJA VÍDEO
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22 de outubro de 2026 15:40

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OpiniãoMT > Blog > Violência contra a Mulher > Delegada detalha histórico de agressividade e manipulação de médico preso em Barra do Garças; VEJA VÍDEO
Violência contra a Mulher

Delegada detalha histórico de agressividade e manipulação de médico preso em Barra do Garças; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 25 de maio de 2026
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5 Minutos de Leitura
Foto: Hipernotícias
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Barra do Garças, revelou detalhes sobre o perfil psicológico e o padrão de comportamento do médico João Paulo Moura Cavalcante, de 42 anos. O profissional foi preso na última terça-feira, dia 20 de maio, em cumprimento a dois mandados de prisão por crimes ligados à violência doméstica.

A delegada titular da unidade, Ana Carolinne Lacerda, alertou para um ciclo repetitivo de abuso, intimidação e dependência emocional que o suspeito impunha às suas companheiras, independentemente de classe social.

João Paulo foi localizado e detido na própria residência, situada no bairro Santo Antônio, em Barra do Garças, e permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário. Contra ele, pesavam duas ordens judiciais de prisão.

A primeira delas refere-se a uma condenação definitiva de 12 anos e três meses de reclusão pelos crimes de estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra uma ex-companheira. O segundo mandado decorre de uma investigação recente, que apura novas práticas de violência doméstica, desta vez envolvendo uma jovem de 21 anos.

As investigações da Delegacia identificaram características idênticas nos relatos das diferentes mulheres que se relacionaram com o médico. De acordo com a polícia, o suspeito utilizava uma tática de sedução inicial para conquistar a confiança das vítimas. Com o passar do tempo, iniciava um processo severo de controle psicológico, humilhações e isolamento.

A delegada Ana Carolinne Lacerda explicou como o agressor operava para subjugar as parceiras:

“Ele ia trocando as vítimas e mantendo esse mesmo ciclo de violência doméstica. O que a gente percebe é uma agressividade e impulsividade muito grandes. Ele ganha a confiança da vítima, passa a exercer algum tipo de controle, intimidação e humilhação, tornando essa mulher emocionalmente dependente dele. A partir daí ele vai praticando atos agressivos”, detalhou a autoridade policial.

Um dos principais obstáculos apontados pela Polícia Civil no combate a criminosos com esse perfil é o medo que impede o prosseguimento das denúncias. A autoridade ressaltou que muitas mulheres, mesmo sob severo sofrimento, recuam por estarem intimidadas.

“Tem vítima que vem, mas não quer finalizar o procedimento. Às vezes a gente recebe denúncia anônima, mas quando ela é ouvida, por receio e intimidação, acaba dizendo que nada aconteceu”, revelou a delegada.

No entanto, Lacerda enfatizou que o encorajamento de uma mulher serve de apoio para salvaguardar a vida de outras potenciais vítimas.

“Uma vítima acaba ajudando a outra. Quando ela relata, conseguimos reunir elementos que dão mais peso aos procedimentos e ajudam na responsabilização do agressor.”

A delegada fez questão de desmistificar a ideia de que a violência de gênero atinge apenas grupos economicamente vulneráveis. O caso do médico ilustra como o abuso psicológico e físico permeia as classes mais abastadas, onde o silêncio muitas vezes é alimentado pelo receio da exposição social.

“Essas situações de violência não acontecem apenas em um núcleo específico. Acontecem em qualquer tipo de relacionamento, inclusive principalmente com pessoas de uma classe às vezes um pouco mais alta, que aí acaba que dificulta até mais a divulgação; essa pessoa fica até mais receosa de dar voz ali ao que aconteceu”, avaliou.

Por fim, a titular da DEDM de Barra do Garças garantiu que as instituições de segurança pública agem com total isenção no cumprimento da lei.

“A polícia está aqui para trabalhar de forma indiferente de classe social ou de quem seja o agressor. Nosso trabalho vai ser realizado para tentar reprimir ao máximo esse tipo de crime”, concluiu.

VEJA VÍDEO

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