Ao utilizar o nosso site, Você concorda com a nossa Politica de Privacidade e com os nossos Termos de Uso.
Concordo
OpiniãoMTOpiniãoMTOpiniãoMT
  • Início
  • Artigos
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Nosso PolCast
Leia: Déficit de R$ 105,5 bi no orçamento faz governo sacrificar Saúde e Educação
Compartilhar
Notification
OpiniãoMTOpiniãoMT
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Tech
  • Nosso PolCast
Siga-nos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
© 2024 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados.
Destaques
Déficit de R$ 105,5 bi no orçamento faz governo sacrificar Saúde e Educação
GERP: Flávio com 45% e Lula com 43% em eventual segundo turno
Moraes determina busca e apreensão contra a fonte de repórter no Maranhão
Michelle Bolsonaro indica empresário Reinaldo Moraes para pacificar chapa de Wellington Fagundes em Mato Grosso
Homem que espancou a esposa com bebê no colo é encontrado morto com tiro na cabeça; VEJA VÍDEO

11 de agosto de 2026 14:44

OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Déficit de R$ 105,5 bi no orçamento faz governo sacrificar Saúde e Educação
Governo Lula

Déficit de R$ 105,5 bi no orçamento faz governo sacrificar Saúde e Educação

Governo federal enfrenta déficit de R$ 105,5 bilhões para despesas não obrigatórias em 2026, com Saúde e Educação entre as áreas afetadas.

Redação OPMT
Publicado em: 11 de agosto de 2026
Compartilhar
8 Minutos de Leitura
Governo Central registra déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro
Compartilhar

O governo federal enfrenta um déficit de R$ 105,5 bilhões para conseguir cumprir, em 2026, todas as despesas não obrigatórias previstas e os compromissos financeiros acumulados de anos anteriores. O levantamento consta de uma análise elaborada pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado, divulgada nesta terça-feira (11). Entre os órgãos mais afetados estão os Ministérios da Saúde e da Educação.

Governo tem mais despesas do que recursos disponíveis

A diferença identificada pelos técnicos do Senado está relacionada ao volume de despesas previstas para este ano e aos chamados restos a pagar, que correspondem a compromissos assumidos em exercícios anteriores, mas que ainda não foram quitados.

Segundo a análise, a União acumula R$ 330,9 bilhões em despesas não obrigatórias relacionadas a 2026. Desse montante, R$ 226,3 bilhões correspondem a gastos programados no Orçamento deste ano, enquanto aproximadamente R$ 104 bilhões são referentes a despesas de exercícios anteriores.

Por outro lado, o limite financeiro disponível para os pagamentos chega a R$ 225,4 bilhões. O valor já considera o bloqueio orçamentário atualmente em vigor e estabelecido no decreto de programação referente ao terceiro bimestre, publicado em 30 de julho.

Dessa forma, a diferença entre os compromissos financeiros e o limite disponível representa um déficit de R$ 105,5 bilhões, equivalente a 31,9% do total das despesas consideradas na análise.

Restrição vai além do bloqueio orçamentário

Na semana anterior à divulgação do levantamento, a equipe econômica anunciou a liberação de R$ 5,7 bilhões que estavam anteriormente bloqueados. Mesmo com essa medida, ainda permanece uma contenção de R$ 17,9 bilhões necessária para o cumprimento das metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal.

A avaliação da Consultoria do Senado, entretanto, aponta que o problema relacionado aos pagamentos é maior do que o bloqueio orçamentário registrado atualmente. Isso ocorre porque o limite financeiro disponível não seria suficiente para quitar integralmente as despesas já previstas e os compromissos acumulados.

O Ministério do Planejamento e Orçamento informou que a situação não representa necessariamente uma falta definitiva de recursos. Segundo a pasta, o cronograma de desembolsos pode ser alterado durante o ano conforme a evolução da execução orçamentária e financeira.

Restos a pagar aumentam nos últimos anos

Os restos a pagar representam despesas que foram empenhadas pelo governo, mas não tiveram o pagamento concluído dentro do exercício correspondente. Quando isso ocorre, os valores são transferidos para os anos seguintes.

O crescimento desse estoque tem sido observado ao longo dos últimos anos. De acordo com os dados analisados pela consultoria do Senado, o volume de restos a pagar passou de R$ 310,8 bilhões no início de 2025 para R$ 391,6 bilhões no começo de 2026.

Uma década antes, o estoque era de R$ 186,3 bilhões. A evolução demonstra o aumento dos compromissos financeiros que permanecem pendentes de pagamento de um exercício para outro.

Nos últimos anos, foram discutidas alternativas para limitar o crescimento desses valores. Entre as propostas esteve uma revisão das regras da Lei de Finanças Públicas, que previa mecanismos mais rígidos para o cancelamento de despesas não executadas.

Também houve uma proposta elaborada por especialistas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para estabelecer um prazo máximo de dois anos para determinados restos a pagar. As iniciativas, porém, não resultaram em uma mudança efetiva nas regras.

No Congresso Nacional, uma proposta relacionada ao tema tramita desde 2009. O projeto chegou a ser aprovado pelo Senado em 2016, mas permanece sem conclusão na Câmara dos Deputados.

Saúde e Educação estão entre as áreas mais afetadas

O Ministério da Saúde aparece como a pasta com o maior volume de restrição financeira, alcançando R$ 15,1 bilhões. O Ministério da Educação vem logo depois, com R$ 13,8 bilhões.

No caso da Saúde, a limitação pode atingir diferentes tipos de investimentos e ações que dependem da disponibilidade de recursos para execução ao longo do ano. Entre as despesas estão investimentos em infraestrutura e programas que possuem execução financeira distribuída por mais de um exercício.

Na Educação, os recursos são utilizados em diferentes frentes, incluindo aquisição e distribuição de livros didáticos, implantação de unidades de educação infantil e manutenção das atividades de universidades e institutos federais.

Também aparecem entre as pastas com maiores restrições o Ministério das Cidades, com R$ 7,1 bilhões; o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com R$ 5,9 bilhões; e o Ministério da Defesa, com R$ 5,2 bilhões.

Esporte e Turismo têm maior impacto proporcional

Embora apresentem valores absolutos menores, os Ministérios do Esporte e do Turismo enfrentam uma situação mais significativa quando considerada a proporção de seus respectivos orçamentos.

No Ministério do Esporte, a restrição chega a R$ 774,9 milhões, valor equivalente a 57,9% das despesas da pasta. No Ministério do Turismo, a limitação é de R$ 551,5 milhões, correspondente a 55,1% do orçamento.

Além dos recursos destinados aos ministérios, a análise também aponta risco para o pagamento de R$ 44,9 bilhões em emendas parlamentares ao longo de 2026.

Despesas podem ser transferidas para 2027

Uma consequência da limitação financeira é a possibilidade de que parte das despesas previstas para 2026 não seja executada dentro do próprio exercício. Nesse cenário, os compromissos podem permanecer registrados como restos a pagar e ser transferidos para 2027.

A situação terá impacto sobre o orçamento do próximo ano, que será administrado pelo governo eleito nas eleições presidenciais de outubro.

O Ministério da Saúde afirmou que a programação financeira não compromete a continuidade dos serviços oferecidos à população. A pasta informou que os recursos disponíveis serão distribuídos de acordo com o andamento das atividades e das entregas previstas.

O Ministério da Educação também destacou que é comum que determinadas despesas empenhadas tenham cronogramas de pagamento que ultrapassem o exercício em que foram previstas. Segundo a pasta, não existe necessidade de eliminar todo o estoque de restos a pagar em apenas um ano.

Governo pode alterar cronograma de pagamentos

O Ministério do Planejamento e Orçamento explicou que os decretos de programação financeira têm como objetivo organizar os desembolsos da União de acordo com as metas fiscais estabelecidas para o período.

De acordo com a pasta, a diferença entre as despesas que podem ser pagas e os limites estabelecidos para cada bimestre está relacionada ao escalonamento dos desembolsos e não significa, necessariamente, que os recursos deixarão de estar disponíveis durante todo o ano.

O governo também possui mecanismos para modificar os cronogramas financeiros conforme a execução do Orçamento. Os ministros do Planejamento e Orçamento e da Fazenda podem autorizar ajustes nos limites de desembolso por meio de atos próprios.

Compartilhe este Conteúdo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Copy Link Print

Você também vai gostar de ver

Lula sanciona a lei que aumenta para 40 anos a pena de crimes de feminicídio
Governo Lula

Lula sanciona a lei que aumenta para 40 anos a pena de crimes de feminicídio

10 de outubro de 2024
Rumo ao abismo: Brasil fechará 2025 com déficit primário de R$ 83,1 bilhões
Governo Lula

Rumo ao abismo: Brasil fechará 2025 com déficit primário de R$ 83,1 bilhões

25 de junho de 2025
Governo Lula registra déficit primário de quase R$ 100 bilhões em 2024
Governo Lula

Governo Lula registra déficit primário de quase R$ 100 bilhões em 2024

3 de outubro de 2024
Devedor Contumaz: Haddad defende prisão para devedores de impostos
Governo Lula

Devedor Contumaz: Haddad defende prisão para devedores de impostos

18 de julho de 2025
OpiniãoMT
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
Facebook Twitter Youtube Instagram Rss
Receba Novidades
© 2025 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados. Site Desenvolvido por Fábrica de Artigos.
Bem vindo ao Opinião MT!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?