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Leia: Defesa alega extorsão e nega crime passional em assassinato de ex-jogador de vôlei em Cuiabá
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Polícia

Defesa alega extorsão e nega crime passional em assassinato de ex-jogador de vôlei em Cuiabá

Jornalista Mauad
Publicado em: 15 de julho de 2025
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O empresário Idirley Alves Pacheco, principal suspeito de ter assassinado a tiros o ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira, conhecido como “Boi”, prestou depoimento e deixou a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá em silêncio na tarde da última segunda-feira, dia 14 de julho. Após se apresentar voluntariamente, Idirley foi encaminhado ao Fórum para a audiência de custódia.

A defesa do empresário trouxe uma nova versão para o crime, negando a motivação passional e alegando que o ato foi consequência de uma suposta extorsão praticada pela vítima.

“Vítima se apropriava de bens” durante divórcio, diz defesa.

De acordo com o advogado de defesa, Rodrigo Pouso, Everton Fagundes teria se aproximado de Idirley e de sua ex-esposa como um “conciliador” durante o processo de divórcio. No entanto, segundo a alegação do empresário, Everton estaria, na verdade, se apropriando dos bens do casal durante a partilha.

“Mas a hora que ele deparou, essa pessoa [Everton] já estava levando tudo, inclusive era ele que estava dirigindo a caminhonete”, afirmou o advogado, referindo-se ao veículo em que o corpo da vítima foi encontrado sem vida.

Pouso detalhou que Idirley acusa Everton de ter se “apropriado” de R$ 70 mil, um terreno e a própria caminhonete. Segundo a defesa, a vítima “almejava dinheiro”.

O advogado alegou que a arma usada por seu cliente para matar Everton estava com a vítima, e que o crime não foi premeditado. Idirley teria se desfeito da arma durante a fuga e chegou a levar a polícia ao suposto local, mas o armamento não foi encontrado.

O empresário alegou que o primeiro disparo ocorreu quando a vítima bateu o carro contra outro veículo, e em seguida, foram efetuados mais dois tiros.

“O Everton jogou o carro para cima do outro carro. O primeiro disparo foi no momento da batida e os demais ele deu sequencial”, disse Pouso.

Ainda segundo o advogado, a vítima teria mudado a rota prevista, não levando o cliente para casa, como teria sido combinado previamente.

Everton Fagundes Pereira foi assassinado a tiros na noite da última quinta-feira, dia 10 de julho, nas proximidades da Avenida República do Líbano, em Cuiabá.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso é Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que falou sobre a versão da defesa:

“É uma versão dele. Ele tem o direito de permanecer em silêncio ou de apresentar a narrativa que melhor lhe convier. A polícia vai apurar com responsabilidade”, disse ele.

VEJA VÍDEO DO DELEGADO FALANDO SOBRE O CASO

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2025/07/VIDEO-DELEGADO.mp4
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