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Leia: CPMI aprova quebra do sigilo bancário de investigados de fraude no INSS
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OpiniãoMT > Blog > Brasília > CPMI aprova quebra do sigilo bancário de investigados de fraude no INSS
Brasília

CPMI aprova quebra do sigilo bancário de investigados de fraude no INSS

CPMI aprova quebra do sigilo bancário, fiscal e telemático em investigação sobre fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS.

Redação OPMT
Publicado em: 11 de setembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
CPMI aprova quebra do sigilo bancário de investigados de fraude no INSS
CPMI do INSS. Imagem: © Lula Marques/Agência Brasil.
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no desconto de mensalidades associativas em benefícios do INSS aprovou, nesta quinta-feira (11), a quebra do sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados. A medida faz parte do esforço do colegiado para esclarecer a fraude bilionária que atingiu milhões de aposentados e pensionistas.

Quebra do sigilo bancário e os investigados

Ao todo, foram autorizados cerca de 400 requerimentos de informações, incluindo a quebra do sigilo bancário de empresários, ex-dirigentes do INSS, associações e empresas ligadas ao caso. Entre os nomes envolvidos estão Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, Maurício Camisoti e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Na semana anterior, o colegiado já havia aprovado pedidos de prisão preventiva contra Antunes, Camisoti, Stefanutto e outros 18 investigados. As medidas buscam rastrear o destino dos recursos desviados dos cofres da Previdência.

Os 16 deputados e 16 senadores que integram a comissão decidiram solicitar os registros de entrada e saída de investigados em órgãos públicos, além de dados levantados pelo INSS, Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU). O foco é reunir elementos que comprovem a movimentação financeira suspeita e a participação de cada envolvido.

De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o objetivo é mapear o patrimônio dos investigados e identificar como os valores foram desviados. Segundo ele, todos os requerimentos aprovados têm a finalidade de trazer clareza sobre a atuação de associações, empresas e pessoas físicas supostamente beneficiadas.

Depoimento de ex-ministro da Previdência

Após a aprovação dos requerimentos, a comissão ouviu o depoimento de Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS. Oliveira, que anteriormente utilizava o nome José Carlos Oliveira, esteve à frente da autarquia entre novembro de 2021 e março de 2022, e depois assumiu o ministério até o final do governo de Jair Bolsonaro.

Em seu relato, ele afirmou que o INSS não possui estrutura suficiente para fiscalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com entidades públicas e privadas. O ex-ministro declarou ainda que só tomou conhecimento das irregularidades após a deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela CGU em abril deste ano.

A decisão da CPMI de autorizar a quebra do sigilo bancário e fiscal marca um novo passo nas investigações sobre a fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS. Com as medidas, os parlamentares buscam rastrear recursos, identificar responsáveis e esclarecer como o esquema conseguiu desviar valores da Previdência por tanto tempo.

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