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Leia: Conheça a desembargadora acusada de vender quase R$ 1 milhão em sentenças
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9 de junho de 2026 02:37

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OpiniãoMT > Blog > Justiça > Conheça a desembargadora acusada de vender quase R$ 1 milhão em sentenças
Justiça

Conheça a desembargadora acusada de vender quase R$ 1 milhão em sentenças

STJ torna réus a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima e seus filhos por corrupção e lavagem de dinheiro na Operação Faroeste.

última atualização: 20 de fevereiro de 2025 15:46
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Conheça a desembargadora acusada de vender quase R$ 1 milhão em sentenças
A desembargadora também é acusada de tentar interferir nas investigações. Imagem: Redes Sociais.
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A desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), e seus filhos, Rui Barata Lima e Artur Gabriel Ramos Barata Lima, tornaram-se réus sob acusação de participação em organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação Faroeste.

Operação Faroeste e as acusações contra a desembargadora

A Operação Faroeste, iniciada em 2019, investiga um esquema de venda de decisões judiciais ligadas a disputas de terras no oeste da Bahia. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), desde 2015, quando assumiu o cargo de desembargadora, Lígia Maria Ramos Cunha Lima teria estruturado, juntamente com seus filhos, um esquema voltado para a obtenção de vantagens financeiras por meio de atos ilícitos.

As investigações indicam que a magistrada e seus filhos negociaram R$ 950 mil em decisões judiciais favoráveis. Um dos episódios apontados pelo MPF relata que um dos filhos da desembargadora adquiriu um veículo avaliado em R$ 145 mil apenas um dia depois de um voto supostamente negociado pela magistrada por R$ 400 mil.

Prisão e tentativa de obstrução das investigações

A desembargadora também é acusada de tentar interferir nas investigações entre novembro de 2019 e dezembro de 2020. Durante este período, a magistrada foi alvo de um mandado de prisão e, em buscas realizadas em sua residência, documentos comprometedores foram encontrados pelas autoridades.

Em decorrência das graves acusações, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, em novembro de 2024, a aposentadoria compulsória de Lígia Maria Ramos Cunha Lima. A medida foi tomada devido às evidências de envolvimento da desembargadora no esquema de corrupção e venda de sentenças judiciais.

A Operação Faroeste revelou um amplo esquema de corrupção que envolvia magistrados, advogados, servidores públicos e empresários. O objetivo era favorecer grupos econômicos e indivíduos interessados na regularização de terras na região oeste da Bahia por meio de decisões judiciais fraudulentas. O caso segue em andamento, e novos desdobramentos podem surgir à medida que a investigação avança.

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