A Associação dos Aprovados no Concurso da Polícia Militar intensificou as cobranças ao governo estadual, pedindo a nomeação dos 1.100 candidatos remanescentes. De acordo com o representante da Associação, Marco Antônio Campos Mourão, a não convocação é “incompreensível diante da situação de criminalidade e do alto índice de arrecadação do estado”.
Em uma declaração contundente, Mourão criticou a postura do governo, afirmando que a defasagem no efetivo da PMMT é um problema de “vida ou morte” para a população.
A URGÊNCIA DA CONVOCAÇÃO DIANTE DO DÉFICIT
Marco Antônio Mourão detalha a situação, que ele qualifica como crítica: do total de 1.800 candidatos aprovados, apenas 700 foram convocados até agora. Ele aponta que o efetivo da Polícia Militar sofre com uma defasagem de quase 5.000 policiais, o que, segundo ele, coloca a população em risco.
“Mesmo que nos chamem, o estado ainda precisaria de um novo concurso para poder convocar”, ressalta, destacando que o problema vai muito além do grupo de aprovados.
A reivindicação da associação é embasada pela Lei Complementar nº 529/2014, criada pelo próprio estado, assinada pelo governador da época, Silval Barbosa, que estabelece um efetivo mínimo de 12.495 policiais militares. A realidade, no entanto, é bem diferente: o efetivo atual é de apenas 6.200 PMs. Um levantamento interno, o lotacionograma da PMMT referente ao 1º trimestre de 2025, confirma a gravidade do cenário, mostrando cerca de 6 mil cargos vagos na corporação.
CRÍTICAS AO NÃO CHAMAMENTO
O representante da associação não poupou críticas, questionando a falta de prioridade para a segurança pública.
“Somos um dos estados que mais matam mulheres no Brasil. Temos cidades que figuram entre as mais perigosas do país como Sorriso. Diante de tudo isso, é incompreensível a não convocação desses 1.100 aprovados. Lembrando que não falta recurso. Necessidade tem, o que realmente falta é vergonha e falta de vontade política”, declarou Mourão.
Ele ainda citou o avanço da criminalidade com armamento pesado e o alto número de feminicídios, crimes que, segundo ele, são agravados pela ausência de patrulhamento.
O POSICIONAMENTO DO GOVERNADOR DO ESTADO
Em uma entrevista concedida em julho deste ano, o governador Mauro Mendes abordou o tema, defendendo que a nomeação segue um planejamento das Forças de Segurança e leva em conta a questão fiscal do estado.
“O governador não faz chamamento. O governador cumpre um planejamento feito pelas Forças de Segurança e eu olho para a questão fiscal do Estado também”, afirmou Mendes, acrescentando que “nesse momento não chegou nada na minha mão a esse respeito”.
Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) informou que o Governo do Estado convocou, entre 2023 e 2025, quase 3.000 efetivos para as forças de segurança. A nota ainda ressalta que há turmas em formação e que um novo estudo técnico para definir possíveis convocações está previsto para o primeiro semestre de 2026.
Apesar da resposta do governo, Marco Antônio Mourão reforça que a associação busca o amparo jurídico para a nomeação dos aprovados.


Tá difícil de mais a situação da segurança pública do nosso Estado!!
SESP mente ou omite a realidade. existe a policia investigativa (Policia Civil) e existe a policia ostensiva (Policia Militar), a associação cobra pelo efetivo de Policia Militar onde dos 1800 aprovados para servir, apenas 700 foram chamados. Ai em nota eles generaliza informando que chamou quase 3 mil, para que a sociedade seja enganada. Nao vamos mais tolerar este tipo de narrativa. a população quer PM nas ruas, para inibirem os crimes, e nao apenas que identifiquem o crime ja feito. é lamentável esta postura do Roveri e do Mauro Mendes.