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Leia: Brasil passa a ter a 2ª maior taxa de juro real do mundo
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7 de março de 2026 08:00

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Brasil passa a ter a 2ª maior taxa de juro real do mundo
Economia

Brasil passa a ter a 2ª maior taxa de juro real do mundo

Com o aumento da Selic, o Brasil registra o segundo maior juro real do mundo, ficando atrás apenas da Turquia. Entenda os impactos dessa mudança.

última atualização: 12 de dezembro de 2024 16:04
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Brasil passa a ter a 2ª maior taxa de juro real do mundo
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Com a recente elevação da taxa Selic em 1 ponto percentual, o Brasil reassumiu a segunda posição no ranking global de juro real. Essa medida, tomada pelo Banco Central na última quarta-feira (11), coloca o país com uma taxa anual estimada de 9,48%, superando a Rússia e ficando atrás apenas da Turquia, que lidera o ranking com 13,33%. A decisão reflete uma tentativa de controle inflacionário em meio a um cenário econômico desafiador.

O segundo maior Juro Real do planeta  

O juro real, que mede a diferença entre a taxa básica de juros e a inflação projetada, é um importante indicador da atratividade de um país para investidores de renda fixa. Segundo o levantamento do economista Jason Vieira, da consultoria MoneYou, os dados colocam o Brasil em posição de destaque entre 40 países avaliados. 

A projeção ex-ante utilizada no estudo considera estimativas da taxa básica de juros e as expectativas de inflação para o próximo ano, permitindo uma análise precisa do cenário global.

Fatores que influenciaram a Alta da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão responsável por definir a taxa básica de juros no Brasil. A decisão de elevar a Selic para 12,25% ao ano foi impulsionada por diversos fatores, entre eles:  

– Questão fiscal: A instabilidade fiscal do Brasil tem gerado incertezas no mercado, afetando diretamente a percepção de risco.  

– Pacote de cortes de gastos: Considerado de baixa qualidade, o pacote apresentado pelo governo não trouxe a confiança esperada aos investidores.  

– Desvalorização cambial: O enfraquecimento do real frente ao dólar adicionou pressão ao cenário econômico.  

– Inflação elevada: O aumento nos preços dos alimentos e a deterioração das expectativas inflacionárias reforçaram a necessidade de ajustes na política monetária.  

Esses elementos combinados criaram um ambiente que exigiu ações enérgicas por parte do Banco Central para conter os impactos negativos na economia.

A elevação da Selic teve um efeito direto na posição do Brasil no ranking global de juros. Em termos nominais, o país ocupa atualmente a quarta colocação. Entretanto, ao considerar o juro real, que é ajustado pela inflação, o Brasil agora está em segundo lugar, ultrapassando a Rússia e se aproximando da Turquia. Essa posição destaca o Brasil como um destino atrativo para investidores que buscam retornos elevados, embora também evidencie os desafios econômicos enfrentados internamente.

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