*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O combate ao crime organizado na faixa de fronteira entre Mato Grosso e a Bolívia registrou números recordes entre janeiro e setembro de 2026. Operações realizadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultaram na apreensão de 26,3 toneladas de entorpecentes, superando em mais de 4,8 toneladas todo o volume interceptado ao longo de 2025, quando foram retiradas de circulação 21,5 toneladas de drogas.

As ações integradas de segurança pública causaram um prejuízo estimado em R$ 371 milhões às facções criminosas que atuam na região de fronteira em apenas nove meses.
Entre 1º de janeiro e 30 de setembro de 2026, o Gefron registrou 199 ocorrências, que culminaram na prisão de 324 pessoas. O perfil dos detidos aponta para a atuação de redes internacionais do tráfico: do total de presos, 198 são brasileiros, 21 bolivianos e dois de outras nacionalidades, além do cumprimento de 13 mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Além dos entorpecentes, as forças de segurança interceptaram uma vasta estrutura logística e de poder de fogo utilizada pelas organizações criminosas: R$ 267 mil em espécie recuperados, além do confisco de 135 veículos e 12 aeronaves utilizadas no frete do tráfico, além da retirada de circulação de 57 armas de fogo e 5.731 munições de diversos calibres. Também a apreensão de 135 metros cúbicos de madeira ilegal e mais de seis mil quilos de materiais ligados a crimes de contrabando e descaminho.
HISTÓRICO ACUMULADO (2019 A 2026)
Os dados consolidados desde 2019 revelam o impacto estrutural da atuação do Gefron no combate às rotas do crime organizado em Mato Grosso. No acumulado dos últimos sete anos, o grupamento registra: 130 toneladas de drogas retiradas de circulação, mais de 2.100 veículos recuperados, 79 aeronaves apreendidas, 1.300 m³ de madeira ilegal confiscados, mais de 3 mil prisões efetuadas e R$ 2,7 bilhões de prejuízo direto imputado às facções criminosas.

