A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição do Insupril, um suplemento amplamente divulgado como solução para o tratamento do diabetes. A comercialização do produto, que não possui registro oficial, representa um risco à saúde pública. Insupril continua sendo uma preocupação devido à desinformação promovida em sua campanha de marketing.
Insupril para diabetes
A decisão da Anvisa de suspender a venda do Insupril ocorreu após investigações apontarem fraudes relacionadas ao produto. A divulgação incluiu notícias falsas simulando o layout do portal g1, o que agravou a situação. O Insupril, vendido por R$ 199,90, não é reconhecido como medicamento e tampouco possui respaldo científico.
Mesmo com a proibição oficial, a página de venda do Insupril permanece ativa, possibilitando a compra e a disseminação de desinformação, o que destaca desafios no controle de práticas fraudulentas na internet.
Uma das práticas mais alarmantes associadas ao Insupril foi um vídeo publicado nas redes sociais. Nesse material, um indivíduo se passando por médico recomendava a substituição de medicamentos prescritos pelo suplemento. A prática foi denunciada por especialistas como Ana Bonassa, PhD em Ciências pela Universidade de São Paulo, que alertam sobre os perigos da desinformação no tratamento do diabetes.
A Sociedade Brasileira de Diabetes reforça que o diabetes, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, exige tratamento médico adequado e orientações baseadas em evidências científicas. Suplementos como o Insupril, que não são regulamentados, colocam em risco a saúde dos pacientes.
Diabetes Tipo 1
O diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca as células produtoras de insulina no pâncreas. Essa condição requer tratamento contínuo com insulina para regular os níveis de glicose no sangue.
Diabetes Tipo 2
O diabetes tipo 2, mais comum, está frequentemente associado à resistência à insulina e à obesidade. Ele pode ser controlado por meio de mudanças no estilo de vida, medicamentos como a metformina e novas opções terapêuticas, como as canetas de semaglutida.
A proibição do Insupril pela Anvisa destaca a necessidade de maior controle sobre a venda de suplementos não regulamentados e o combate à desinformação. Pacientes com diabetes devem buscar orientação médica e evitar produtos que prometem soluções milagrosas sem embasamento científico.