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7 de março de 2026 05:51

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > Aliados de Bolsonaro acusam Moraes de coagir Mauro Cid em depoimento
Brasília

Aliados de Bolsonaro acusam Moraes de coagir Mauro Cid em depoimento

Aliados de Bolsonaro acusam Alexandre de Moraes de coercção contra Mauro Cid, alegando que o ministro usou ameaças para influenciar o depoimento do militar.

última atualização: 21 de fevereiro de 2025 12:21
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Aliados de Bolsonaro acusam Moraes de coagir Mauro Cid em depoimento
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Aliados de Bolsonaro afirmam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, utilizou métodos de coerção e ameaças durante o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid. Segundo as acusações, o magistrado teria pressionado o militar, levando-o a modificar sua versão dos fatos. A polêmica ganhou força após a divulgação do vídeo da audiência, ocorrida na última quinta-feira (20), quando Moraes retirou o sigilo do acordo de delação premiada de Cid.

Acusações de aliados de Bolsonaro contra Alexandre de Moraes

A decisão de Moraes ocorreu logo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizar uma denúncia sobre uma suposta trama “golpista”. A divulgação do vídeo gerou reações imediatas de figuras políticas alinhadas ao ex-presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou Moraes de ameaçar Mauro Cid durante o depoimento. Segundo o parlamentar, o militar mudou sua versão dos fatos devido às pressões exercidas pelo ministro.

“Isso é prática de tortura”, afirmou Flávio Bolsonaro. “Ele foi preso, ficou sem ver a esposa e as filhas, e sua família foi ameaçada de prisão. Nesse cenário, qualquer pessoa poderia dizer o que não viu para tentar se livrar da pressão”.

Parlamentares da oposição falam em “coação premiada”

Outros parlamentares também criticaram a postura do ministro. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, disse que o caso deveria ser chamado de “coerção premiada”, e não delação premiada.

“Ameaçar a família do investigado, cogitar uma nova prisão, isso não é um acordo de colaboração, é uma coerção”, declarou o deputado. “Se o acusado está falando algo por medo de represálias, então essa colaboração é viciada”.

A documentação divulgada mostra que Cid alterou aspectos essenciais de seu depoimento após ser informado de que poderia perder os benefícios da delação e voltar à prisão.

Reação de outros parlamentares

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou o Senado sobre uma possível resposta a Alexandre de Moraes.

“Moraes ameaçou e intimidou uma testemunha para, no mínimo, ajustar um depoimento conforme seus interesses”, afirmou Ferreira. “O Brasil virou uma verdadeira bagunça. Onde está o Senado para reagir a isso?”.

Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou a situação, comparando as ameaças a métodos considerados abusivos. “Ameaçar um acusado e sua família para obter um depoimento não é aceitável em um estado democrático”, declarou.

O ex-deputado e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, utilizou suas redes sociais para criticar a atuação de Moraes, comparando as práticas do STF com os abusos que os próprios ministros haviam condenado em outras ocasiões.

Dallagnol ironizou falas de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que, em 2023, criticaram as técnicas da Lava Jato, alegando que alguns investigados só eram libertados após confessarem e assinarem acordos. O ex-procurador relembrou essas declarações para questionar a coerência dos magistrados no caso de Mauro Cid.

“Ministro Gilmar Mendes, seria esse um exemplo de tortura e de pessoas que só são soltas após fazerem acordo?”, questionou Dallagnol. “Ministro Toffoli, seria esse o ‘pau de arara do século XXI’ que os senhores condenaram?”

A repercussão das acusações contra Alexandre de Moraes segue gerando intensos debates no meio político. Aliados de Bolsonaro sustentam que a condução do depoimento de Mauro Cid envolveu ameaças e coerção, comprometendo a validade de sua delação. 

A divulgação do vídeo reforçou as críticas da oposição, que cobra uma resposta institucional sobre o caso. Enquanto isso, o STF e Moraes ainda não se manifestaram oficialmente sobre as acusações levantadas pelos parlamentares.

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