O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. De acordo com informações divulgadas por familiares e pessoas próximas ao quadro clínico, Jair Bolsonaro passou a última noite sem necessidade de suporte de oxigênio e sem apresentar episódios de falta de ar, o que indica uma evolução parcial positiva no tratamento.
Apesar da melhora em alguns aspectos, exames laboratoriais ainda apontam níveis elevados de marcadores de inflamação e infecção no sangue, o que mantém o acompanhamento médico intensivo.
Situação clínica e evolução do quadro
Segundo informações relacionadas à equipe médica que acompanha o caso, exames recentes indicaram melhora na função renal do ex-presidente. Esse resultado foi considerado um sinal positivo no acompanhamento do quadro clínico.
Por outro lado, dois indicadores utilizados para monitorar processos infecciosos no organismo — PCR (Proteína C-Reativa) e Procalcitonina — continuam acima do normal. Especialistas explicam que esse comportamento pode ocorrer durante infecções, já que os níveis desses marcadores costumam aumentar antes de iniciar um processo gradual de redução. Esse cenário pode indicar que os exames ainda estejam registrando o pico da resposta inflamatória do organismo.
Relato de Flávio Bolsonaro sobre estado de saúde
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, visitou o pai no hospital e relatou a jornalistas algumas impressões sobre o estado físico do ex-chefe do Executivo. De acordo com o parlamentar, o ex-presidente voltou a apresentar episódios de soluço e aparentava cansaço. Ele também destacou que a voz do pai está mais fraca do que o habitual. Segundo Flávio, ao conversar com ele, o ex-presidente afirmou não perceber melhora significativa no quadro clínico. De acordo com o senador, a resposta de Bolsonaro foi de que ele se sentia “na mesma” condição em relação ao dia anterior.
Pedido de prisão domiciliar pode ser renovado
Durante a conversa com a imprensa, Flávio Bolsonaro também mencionou que aguarda a divulgação de um novo relatório médico sobre o estado de saúde do pai. A expectativa, segundo ele, é que o documento possa ser utilizado pelos advogados do ex-presidente para apresentar um novo pedido à Justiça solicitando autorização para cumprimento de prisão domiciliar.
O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anteriormente já havia negado solicitações semelhantes apresentadas pela defesa de Jair Bolsonaro.
Argumentos apresentados pela defesa
De acordo com o senador, a defesa pretende reforçar a necessidade de acompanhamento médico constante e da presença de familiares durante o período de recuperação. Flávio argumentou que o pai pode enfrentar dificuldades relacionadas aos efeitos colaterais das medicações utilizadas no tratamento. Segundo ele, esses efeitos poderiam provocar episódios de desequilíbrio ou outros problemas que exigiriam atenção médica rápida. Ainda conforme o parlamentar, um eventual atraso no atendimento em situações emergenciais poderia representar risco para a saúde do ex-presidente.
Médicos apontaram risco de infecção generalizada
Flávio Bolsonaro também afirmou que os médicos destacaram a gravidade do quadro inicial apresentado pelo ex-presidente. De acordo com o senador, os profissionais de saúde relataram que, caso o atendimento hospitalar tivesse demorado mais algumas horas para ocorrer, o quadro poderia ter evoluído para uma infecção generalizada, conhecida como sepse.
Esse tipo de complicação ocorre quando uma infecção se espalha pelo organismo e pode provocar falência de órgãos se não tratada rapidamente.
Internação ocorreu após diagnóstico de broncopneumonia
Jair Bolsonaro foi internado na manhã de sexta-feira (13) no Hospital DF Star, em Brasília. O diagnóstico inicial foi de broncopneumonia bacteriana bilateral, uma infecção pulmonar que atinge ambos os pulmões e exige tratamento com antibióticos e monitoramento intensivo.
Durante a avaliação médica realizada após a internação, os profissionais identificaram também uma piora na função renal, o que reforçou a necessidade de acompanhamento na UTI. Até o momento, o ex-presidente segue sob observação da equipe médica, que continua monitorando a evolução da infecção e a resposta do organismo ao tratamento.

