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Leia: Acusada de matar a sogra em Confresa queria chantagear o marido para evitar separação; VEJA VÍDEO
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OpiniãoMT > Blog > Mato Grosso > Acusada de matar a sogra em Confresa queria chantagear o marido para evitar separação; VEJA VÍDEO
Mato Grosso

Acusada de matar a sogra em Confresa queria chantagear o marido para evitar separação; VEJA VÍDEO

Jornalista Mauad
Publicado em: 26 de agosto de 2026
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5 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Imagens do interrogatório policial divulgaram detalhes inéditos do depoimento de Alessandra do Nascimento Gonçalves, de 29 anos, acusada de matar a sogra, a ex-servidora municipal Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, na manhã do último sábado, dia 22 de agosto, em Confresa, na região norte de Mato Grosso.

Alessandra é nora da vítima e principal acusada do crime, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

De acordo com o delegado Daniel Moura, responsável pelas investigações da Polícia Civil, os registros do depoimento e as diligências confirmam que o crime foi premeditado. A intenção de Alessandra era chantagear o próprio companheiro, filho da vítima, que ameaçava terminar o relacionamento e deixar a residência.

A PREMEDITAÇÃO E A EXECUÇÃO BRUTAL

Conforme apurado no inquérito policial, Alessandra aguardou a sogra sair para a varanda da residência com o intuito de surpreendê-la. Pouco antes do crime, a vítima havia enviado uma mensagem de WhatsApp para a nora contendo uma oração, detalhe que, segundo a suspeita, só foi visualizado após o ato violento.

Nas imagens do interrogatório, Alessandra relata friamente os momentos da execução e a tentativa frustrada de fuga psicológica.

“Eu achava que se acontecesse alguma coisa com ela, e eu tivesse do meu marido, ele não iria embora. Mas eu não tive coragem de sair de lá depois do que aconteceu, depois do que eu fiz. Eu me arrependi, não tive coragem de sair e deixar ela lá”, declarou a suspeita.

A dinâmica investigada aponta que a nora foi para cima da vítima nos fundos do imóvel. Maria Aparecida ainda chegou a gritar por socorro antes de ser silenciada.

“Eu fui para cima dela e ela gritou. Depois ela não gritou mais. Aí eu entrei em desespero, porque eu não sabia mais o que fazer. Eu não tive coragem de sair de lá. Eu achei que eu teria coragem de sair e ir embora e fosse como se nada tivesse acontecido, mas eu não tive essa coragem, depois do que aconteceu”, completou.

A investigação revelou que a vítima costumava dar apoio à nora mesmo durante as crises conjugais que o casal enfrentava. Para a polícia, a criminosa tentou alegar um suposto surto no passado, tese desconstruída pela clara demonstração de premeditação.

DECISÃO JUDICIAL E A PRISÃO PREVENTIVA

Diante da gravidade dos fatos, o juiz Nelson Luiz Pereira Júnior, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre do Norte, manteve a prisão de Alessandra e converteu o flagrante em preventiva. O magistrado destacou que a liberdade da investigada representaria um risco iminente à ordem pública.

“A liberdade da conduzida, diante dos elementos atualmente disponíveis, representa risco concreto de reiteração de violência e de abalo à tranquilidade pública, mostrando-se necessária a custódia cautelar”, pontuou o juiz.

A decisão detalhou os meios de execução empregados. Após desferir golpes com um pedaço de madeira na cabeça da idosa, Alessandra utilizou um fio de extensão elétrica para estrangulá-la. Para o magistrado, “a utilização da vida da vítima como instrumento de manipulação emocional do companheiro, se confirmada, reforça a gravidade concreta da imputação”.

DESDOBRAMENTO E PROTEÇÃO AOS FILHOS

O crime foi descoberto após vizinhos ouvirem os gritos de socorro e acionarem a Polícia Militar. Alessandra permaneceu no local, suja de sangue, e confessou o homicídio aos policiais na chegada das equipes. Posteriormente, ela ainda tentou ocultar provas jogando a carteira e o celular da vítima no quintal de uma residência vizinha.

A defesa da acusada tentou obter a prisão domiciliar sob o argumento de que ela possui filhos menores de 12 anos. O pedido, contudo, foi terminantemente negado com base na exceção legal para crimes cometidos com violência ou grave ameaça contra a pessoa.

Por fim, o juiz determinou que o Conselho Tutelar e uma equipe multidisciplinar realizem diligências no prazo de cinco dias para verificar o paradeiro e assegurar a proteção dos filhos menores de Alessandra, enquanto o processo segue para as próximas fases da persecução penal.

VEJA VÍDEO

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