O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma “perseguição constante” do Judiciário brasileiro. Segundo ele, a única alternativa para que Bolsonaro volte a disputar eleições seria a atuação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa do aliado brasileiro.
Valdemar critica Judiciário e aposta em Trump
Durante a declaração pública, Valdemar relacionou diretamente o julgamento de Bolsonaro com a política norte-americana. Para ele, Trump seria a única esperança diante do cenário atual. O dirigente do PL disse que não vê possibilidade de recorrer às instituições nacionais, já que, segundo ele, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal apoia Alexandre de Moraes. “Nós só temos uma chance, o Trump, não temos outra”, declarou.
Bolsonaro está impedido de concorrer a cargos públicos até 2030, em razão de decisões judiciais. No final de julho, os Estados Unidos anunciaram a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, acusando o ministro do STF de promover censura, prisões arbitrárias e processos politizados. O comunicado norte-americano também citou a situação jurídica do ex-presidente brasileiro.
Segundo Valdemar, a proximidade entre Bolsonaro e Trump foi determinante para a manutenção do apoio norte-americano. Ele lembrou que, após a derrota de Trump para Joe Biden, Bolsonaro foi um dos últimos líderes a reconhecer a vitória do democrata, o que teria reforçado os laços entre os dois.
Atuação de Eduardo Bolsonaro
Questionado sobre a movimentação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, Valdemar disse que o filho do ex-presidente age de forma independente, sem consultar o partido. Eduardo está nos Estados Unidos e afirmou ter buscado diálogo com autoridades norte-americanas para tentar mudar a situação de seu pai. Para Valdemar, o parlamentar age de acordo com seu papel de defender Bolsonaro.
O presidente do PL também comentou declarações recentes de Carlos Bolsonaro contra governadores aliados que discutem nomes para a eleição de 2026. Para Valdemar, as falas foram motivadas pelo desgaste emocional vivido pela família diante dos problemas jurídicos e de saúde de Bolsonaro, que recentemente passou por uma cirurgia considerada grave.
Valdemar rejeitou a narrativa de que houve tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que os atos foram cometidos por vândalos, mas não configuram golpe. Segundo o dirigente, um movimento desse tipo exigiria força militar e não ações isoladas de manifestantes. Para ele, a acusação de tentativa de golpe teria como objetivo criar justificativa para as condenações contra Bolsonaro.

