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9 de junho de 2026 04:47

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > PF indicia Renan Canalheiros, Eduardo Braga e Romero Jucá por corrupção e propina
Brasília

PF indicia Renan Canalheiros, Eduardo Braga e Romero Jucá por corrupção e propina

A Polícia Federal indiciou Eduardo Braga, Renan Calheiros e Romero Jucá por corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo a empresa Hypermarcas.

última atualização: 20 de setembro de 2024 09:42
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
PF indicia Renan Canalheiros, Eduardo Braga e Romero Jucá por corrupção e propina
Eduardo Braga (PMDB-AM), Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado.
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A Polícia Federal indiciou os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), além do ex-senador Romero Jucá (MDB-RR), em um inquérito que os acusa de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O caso envolve o suposto recebimento de propinas em troca de favores políticos para a Hypermarcas, atual Hypera Pharma. A investigação aponta que o montante de aproximadamente R$ 20 milhões foi pago aos parlamentares para favorecer a empresa no Congresso Nacional.

Indiciamento de Renan Calheiros

Os senadores Eduardo Braga e Renan Calheiros, ambos figuras influentes no Congresso e próximos ao Palácio do Planalto, foram apontados como beneficiários de um esquema de corrupção em troca de apoio legislativo à Hypermarcas. 

A Polícia Federal, após seis anos de investigação, concluiu que os políticos receberam propinas para atuar em favor da empresa farmacêutica, principalmente em projetos de lei sobre incentivos fiscais que tramitaram entre 2014 e 2015. 

As investigações revelaram que, em contrapartida ao recebimento dos valores, os senadores exerceram influência em processos legislativos e indicaram cargos estratégicos, como uma diretoria na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para atender aos interesses da Hypermarcas.

A investigação que levou ao indiciamento dos senadores é um desdobramento da Operação Lava Jato, iniciada a partir da delação premiada de Nelson Mello, ex-diretor da Hypermarcas. Mello admitiu ter firmado contratos fictícios com empresas indicadas pelo lobista Milton Lyra, considerado um intermediário do MDB, com o objetivo de repassar valores ilícitos aos parlamentares. 

A Polícia Federal coletou evidências que corroboram as acusações, incluindo a ausência de prestação de serviços pelas empresas que receberam os pagamentos e a atuação dos senadores em benefício da Hypermarcas.

Mudanças na Hypermarcas

Em meio ao desgaste causado pelas investigações, a Hypermarcas decidiu, em 2018, mudar seu nome para Hypera Pharma, tentando desvincular sua imagem dos escândalos de corrupção. 

Apesar da mudança, o fundador da empresa, João Alves de Queiroz Filho, continua sendo o acionista majoritário, embora tenha se afastado do conselho de administração após ser alvo de investigações. A empresa, uma das maiores do setor farmacêutico no Brasil, continua produzindo uma ampla gama de medicamentos populares, apesar das turbulências legais enfrentadas.

Defesas e repercussões

A defesa dos acusados tem se manifestado de forma veemente contra os indiciamentos. O advogado de Eduardo Braga classificou as acusações como “ilações esdrúxulas” e afirmou que não há elementos sólidos que comprovem os encontros entre o senador e o delator. 

Já a defesa de Romero Jucá argumentou que a acusação é uma tentativa de “criminalizar a política” e que as doações de campanha foram feitas dentro dos parâmetros legais. Renan Calheiros, por sua vez, preferiu não se manifestar publicamente sobre o indiciamento.

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