O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou uma campanha de arrecadação pela internet com o objetivo de reunir R$ 7 milhões para quitar despesas relacionadas à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa convoca militantes e simpatizantes a contribuir com R$ 13 por meio de transferências via Pix, em referência ao número utilizado pela legenda nas eleições. O prazo estabelecido para participar da mobilização termina na quarta-feira, dia 11.
PT busca arrecadar R$ 7 milhões com doações de apoiadores
A campanha de financiamento coletivo foi divulgada nos canais oficiais do partido, que incentivou eleitores e filiados a colaborar para alcançar o valor estabelecido. A proposta é reunir pequenas contribuições individuais até atingir a meta de R$ 7 milhões.
Considerando o valor sugerido de R$ 13 por transferência, o partido precisaria receber aproximadamente 538,5 mil doações para alcançar o objetivo exclusivamente por meio dessas contribuições.
O responsável pela coordenação financeira da campanha presidencial, José de Filippi, explicou que o dinheiro será destinado ao pagamento de obrigações financeiras assumidas durante o período eleitoral.
Segundo o dirigente, a mobilização dos apoiadores representa uma alternativa para reunir os recursos necessários e cumprir os compromissos que ainda permanecem pendentes após a disputa presidencial.
A iniciativa também retoma uma estratégia de financiamento coletivo utilizada pelo PT em outras ocasiões, permitindo que pessoas físicas participem diretamente da arrecadação de recursos para atividades eleitorais.
Prestação de contas do PT ao TSE aponta receitas superiores às despesas
A abertura da nova campanha de arrecadação acontece em um momento no qual os dados parciais apresentados à Justiça Eleitoral indicam que as receitas da candidatura de Lula superam os gastos registrados até o momento.
De acordo com os números disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha presidencial declarou R$ 128,6 milhões em receitas, enquanto as despesas informadas somavam R$ 98,3 milhões.
A diferença entre os valores representa um resultado positivo de aproximadamente R$ 30,3 milhões na prestação parcial de contas.
Entretanto, os números apresentados ainda não representam necessariamente o balanço financeiro definitivo da campanha. Em entrevista concedida à revista Veja, José de Filippi afirmou que existem despesas que ainda não foram integralmente incorporadas aos registros apresentados à Justiça Eleitoral.
Gastos do segundo turno ainda precisam ser contabilizados
Entre os fatores mencionados pelo coordenador financeiro estão os compromissos relacionados ao segundo turno da eleição presidencial.
Filippi informou que a campanha utilizou praticamente todo o limite de gastos autorizado para essa etapa da disputa. O teto estabelecido para o segundo turno foi de R$ 44 milhões.
Dessa forma, segundo o dirigente, a prestação de contas definitiva deverá apresentar outros valores referentes às despesas realizadas e aos compromissos financeiros que ainda precisam ser quitados.
A diferença entre o saldo indicado nos registros parciais e a necessidade de uma nova arrecadação está relacionada, portanto, à existência de despesas ainda não completamente detalhadas no balanço apresentado naquele momento.
PT recebeu recursos do Fundo Eleitoral para financiar a campanha
Além das contribuições de apoiadores e de outras fontes de financiamento, a candidatura de Lula contou com recursos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral.
O PT também recebeu a segunda maior parcela dos recursos públicos distribuídos entre as legendas em 2026, ficando atrás somente do Partido Liberal (PL).
O Fundo Eleitoral é uma das principais fontes de financiamento das campanhas políticas brasileiras. Os valores são distribuídos entre os partidos conforme critérios previstos na legislação e podem ser utilizados para custear despesas relacionadas às candidaturas.
As legendas precisam informar à Justiça Eleitoral como os recursos foram recebidos e aplicados, apresentando documentos e registros que permitam acompanhar a movimentação financeira durante o processo eleitoral.
Doações individuais complementam o financiamento partidário
Além do dinheiro público, a legislação eleitoral brasileira permite que campanhas recebam contribuições de pessoas físicas, desde que sejam respeitadas as regras e os limites estabelecidos.
Nesse contexto, a iniciativa do PT busca mobilizar eleitores e simpatizantes para ampliar a arrecadação por meio de pequenas transferências individuais.
O modelo de financiamento coletivo permite reunir valores de diferentes apoiadores e direcioná-los ao pagamento de despesas eleitorais. A legenda já havia utilizado esse formato durante a campanha presidencial deste ano.

