*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O vereador por Cuiabá, Alex Rodrigues (Podemos), negou veementemente qualquer participação em um suposto esquema de compra de votos ou irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Rodrigues foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira, dia 20 de outubro, no âmbito da Operação Cathedra Venalis.
A investigação apura a existência de uma suposta organização criminosa formada por parlamentares e agentes públicos que estaria envolvida em crimes de ameaça, extorsão, chantagem, corrupção e até cárcere privado. Entre as suspeitas apuradas está o confinamento de vereadores em uma chácara em Várzea Grande, promovido pelo presidente do Legislativo várzea-grandense, Wanderley Cerqueira (MDB), nos dias que antecederam a disputa pelo comando da Casa.
ALMOÇO A CONVITE DE COLEGA PARLAMENTAR
Em declaração sobre a operação, Alex Rodrigues admitiu que esteve na referida propriedade rural, mas esclareceu que a presença no local limitou-se a um compromisso social. O parlamentar explicou que foi ao local a convite do vereador de Várzea Grande, Miguel Ángel (Cidadania), com quem mantém relação de amizade.
De acordo com Alex, ele permaneceu na chácara por aproximadamente duas horas, tempo necessário para almoçar, e foi embora logo em seguida, sem participar de qualquer tratativa política sobre a eleição da Mesa Diretora.
“Eu estava no almoço em uma chácara dos vereadores, a convite do vereador Miguel, que é um grande amigo, grande parceiro. Fiquei lá em torno de duas horas e comigo não foi encontrado absolutamente nada. Eu estava no lugar errado, na hora errada. Eles estavam reunidos por causa da Mesa Diretora, mas igual a mim, outros políticos passaram por lá. Não foi conversado nada a respeito de Mesa Diretora com a gente. A gente foi lá, comeu, almoçou e veio embora. Lógico, é um fato ruim, não é um fato legal. Nunca passei por isso na minha vida, mas tenho certeza absoluta que vamos esclarecer e quero contribuir 100% com as investigações”, declarou o vereador.
OPERAÇÃO MOBILIZOU 200 POLICIAIS NA GRANDE CUIABÁ
A Operação Cathedra Venalis cumpriu ao todo 30 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A ação contou com o emprego de cerca de 200 policiais, incluindo contingentes do Bope, Rotam, Cavalaria, Inteligência e Comandos Regionais da Polícia Militar.
Na capital, além de Alex Rodrigues, o vereador e presidente eleito da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028, Ilde Taques (Podemos), também foi alvo de busca e apreensão. Em Várzea Grande, a varredura atingiu o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, servidores da cúpula diretiva e outros 12 vereadores.
Todo o material apreendido nas diligências foi levado à sede do Gaeco para passar por perícia técnica, que ajudará a esclarecer a dinâmica dos fatos apurados no inquérito.
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