*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Com o crescimento da bancada do Partido Liberal (PL) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) confirmou que a sigla pretende indicar nomes para a disputa da Mesa Diretora do Parlamento Estadual. Contudo, o parlamentar ressaltou a necessidade de diálogo e articulação política com outros blocos partidários para construir uma chapa competitiva.
“Dentro da Assembleia Legislativa não é o povo que vota, são os deputados. Então, nós temos que fazer composição com os demais deputados. Nós vamos indicar sim. Agora, tem que ser em consenso e com um grupo que possa vencer. Nós não conseguimos sozinhos. Então, tem que ter uma discussão. Quanto ao nome a ser escolhido, não existe a implicação de eu ser escolhido para nada. Nós temos que sentar, conversar e, como disse, fazer composições para entender isso”, declarou Gilberto Cattani.
Nas últimas eleições, o PL ampliou a representação na Casa de Leis ao eleger quatro deputados estaduais: Gilberto Cattani, Samantha Iris, Faissal Calil e Alcino Barcelos. Com isso, o partido empatou com o Republicanos como a segunda maior bancada da próxima legislatura. O Podemos lidera o ranking de representatividade, com seis deputados eleitos.
A eleição para a Mesa Diretora da ALMT exige maioria absoluta de 13 votos entre os 24 parlamentares da Casa. Caso nenhuma chapa alcance essa marca em primeiro turno, a disputa vai para o segundo turno, vencendo a chapa que obtiver a maioria simples dos votos. Para formar uma chapa vitoriosa de forma isolada do bloco majoritário, o PL precisará buscar no mínimo mais nove votos entre os demais parlamentares eleitos.
A articulação para o comando do Poder Legislativo estadual envolve também o atual presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), que já demonstrou interesse em permanecer no comando da Casa de Leis e articula a manutenção da base de apoio entre as diferentes forças políticas.
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