*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Funcionários da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira, dia 15 de setembro, em frente à Agência Paiaguás, localizada na Rua Barão de Melgaço, no centro de Cuiabá. O ato faz parte da greve nacional da categoria, iniciada na semana passada e mantida por tempo indeterminado.
Convocado pelo Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT), o protesto teve início às 10h e reuniu cerca de 50 manifestantes. O objetivo principal da mobilização de rua é ampliar a pressão sobre a instituição e rejeitar a atual proposta apresentada pela direção do banco na mesa de negociações.
A greve e os atos públicos cobram melhores condições de trabalho, a realização de concursos públicos para ampliar o quadro de pessoal, a manutenção de direitos trabalhistas e avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O principal ponto de impasse nas rodadas de negociação, que começaram no início do ano e já somam 13 encontros, envolve o plano de saúde da categoria, o Saúde Caixa. Segundo o sindicato, embora tenha havido avanço em questões econômicas, a direção da Caixa condicionou a assinatura do acordo global à aprovação de uma alteração que transfere aos empregados parte de um déficit superior a R$ 700 milhões no plano de saúde, o que representaria um reajuste de 100% no custo atual arcado pelos trabalhadores.
Durante a manifestação, o presidente do SEEB-MT, João Dourado, destacou o teor da mobilização.
“Esse ato é um ato de mobilização para mostrar para a sociedade, que os bancários e bancárias da Caixa Econômica estão em greve desde a semana passada por melhores condições de trabalho, por mais concurso público e, acima de tudo, por manutenção e garantia de direitos”.
A categoria também denuncia a sobrecarga de trabalho decorrente da diminuição de funcionários. De acordo com o levantamento dos trabalhadores, nos últimos 12 anos a Caixa perdeu mais de 20 mil trabalhadores e teve 253 unidades fechadas em todo o país, agravando o déficit operacional e a pressão sobre o atendimento à população.

