A imprensa no estado publicou os números sobre a exportação de carne bovina de MT para o exterior entre janeiro e junho de 2026. Começa fazendo uma comparação entre os anos de 2025 e 2026 no mesmo período.
Que, no ano anterior, a exportação chegou a 77 países e que, um ano depois, atingiu 88 países pelo mundo. O faturamento agora foi de 2.4 bilhões de dólares e ano passado fora de 1.47 bilhões. Um aumento no faturamento de um ano para o outro de mais de 60 por cento.
É mostrado ainda que o preço médio da venda também aumentou. A tonelada exportada em 2025 foi por 5.1 mil dólares, agora atingiu 6.1 mil dólares. A China é o maior mercado comprador de carne do estado, importou mais de 282 mil toneladas naquele período. Os EUA, segundo maior comprador, importaram 41 mil toneladas. Outro dado que mostra como é importante, não só para a carne, o mercado chinês.
Continua a coluna nos dados mostrados poucos dias atrás pela imprensa. Mais um deles. Além de China e EUA aparecem como compradores também o Egito, Arábia Saudita, Itália, Emirados Árabes e até a longínqua Rússia. Na época da chamada Guerra Fria, exportar para a Rússia ou antiga União Soviética nem pensar. Hoje mudou tudo.
Diversificar mercados para exportar é um grande e inteligente ato do setor pecuário no estado. Não ficar dependente de poucos e, quando tiver problema neles, atingiria a venda daqui. Se um ou outro tem problema para importar, outros não e a coisa anda.
Tudo isso ocorre mesmo com a dificuldade de logística de transporte do estado. Está longe de portos, como Santos e Paranaguá, e assim mesmo consegue colocar no mercado internacional carne com preço adequado na competição internacional.
A presença do poder público nesse assunto é somente na busca, junto com a iniciativa privada, de abrir novos mercados para exportação do setor. O restante pertence somente à iniciativa privada. O capitalismo chegou. É a iniciativa privada diretamente buscando mercados e preços pelo mundo.
Tudo isso que está acontecendo não tem muito tempo, não. É que a carne do estado antes precisava de vacinas contra aftosa e o exterior não queria esse tipo de carne. Aos poucos o estado foi tendo uma criação de gado sem a necessidade de vacinas. Quando isso ocorreu a quantidade de mercado aumentou.
Foi muito comentado a abertura do mercado japonês que não comprava antes porque o gado daqui era vacinado. Agora não precisa mais. Um avanço enorme. Com isso o consumidor brasileiro e mato-grossense se beneficiou. O exterior exigiu qualidade na carne e sem vacina e o consumidor local ganhou também.
Anos atrás não havia nada disso e o consumo de carne aqui era normal. Hoje se consome uma carne mais sadia e de qualidade por causa da exigência do exterior.
Teve outras melhoras trazidas por exigências do exterior, como mais higiene e limpeza nos frigoríficos. Trabalhadores vestidos adequadamente também. Refrigeração de primeira. Enfim, o exterior chegou para a compra e o consumidor local se beneficiou e muito com isso. Coisas do Brasil real.
*Alfredo da Mota Menezes, analista político.

