*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Com o início oficial da campanha eleitoral no último domingo, dia 16 de agosto de 2026, a corrida rumo ao Senado Federal em Mato Grosso ganha as ruas e o debate público. Um total de 10 nomes teve as candidaturas confirmadas no estado, trazendo à tona as declarações obrigatórias de bens apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As informações, disponíveis publicamente por meio do sistema da Justiça Eleitoral, mostram um cenário diversificado de patrimônios entre os postulantes ao cargo legislativo. Os eleitores mato-grossenses irão às urnas no dia 4 de outubro para o primeiro turno, e o eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro.
PANORAMA DOS CANDIDATOS E DECLARAÇÕES DE BENS
Em ordem alfabética, confira o perfil e o patrimônio declarado por cada um dos dez candidatos ao Senado por Mato Grosso:
1. Antônio Galvan (Avante)
Patrimônio declarado: R$ 46.302.824,91
Destaques: O candidato possui uma estrutura ligada ao setor do agronegócio. A declaração inclui aplicações financeiras, diversos terrenos e imóveis, com bens avaliados em cerca de R$ 695 mil, além de bens de alto valor produtivo e logístico, como uma aeronave avaliada em R$ 830 mil e uma plantadeira de R$ 1,7 milhão, além de participações em empresas do setor agropecuário.
2. Beny Godoy (Agir)
Patrimônio declarado: R$ 20.244.907,44
Destaques: Empresário e ativista político, Benival Alves da Silva, conhecido como Beny Godoy, natural de Canapi (AL), declarou um patrimônio robusto composto majoritariamente por terrenos, imóveis rurais e comerciais, incluindo um lote comercial avaliado em R$ 760 mil.
3. Carlos Fávaro (PSD)
Patrimônio declarado: R$ 2.044.103,44
Destaques: A declaração do candidato compreende aplicações financeiras, cotas e participações societárias em empresas, além de bens imóveis, como um terreno em Piçarras (SC) avaliado em R$ 6 mil, somado a depósitos bancários e investimentos.
4. Coronel Darwin (Democrata)
Patrimônio declarado: R$ 2.660.000,00
Destaques: Policial militar com mais de 30 anos de corporação e ex-coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), o coronel tem como principal bem declarável uma casa em condomínio fechado em Cuiabá, avaliada em R$ 2,4 milhões.
5. Janaina Riva (MDB)
Patrimônio declarado: R$ 1.228.623,87
Destaques: O montante informado pela parlamentar e candidata inclui um apartamento avaliado em R$ 439.956,00, além de quotas societárias, depósitos bancários e outras aplicações financeiras de liquidez.
6. José Medeiros (PL)
Patrimônio declarado: R$ 356.000,00
Destaques: A composição patrimonial informada pelo candidato totaliza R$ 356 mil, tendo como base principal dois imóveis localizados no município de Rondonópolis, um imóvel residencial avaliado em R$ 206 mil e um lote urbano de R$ 150 mil.
7. Margareth Buzetti (PP)
Patrimônio declarado: R$ 1.138.239,92
Destaques: A senadora e candidata declarou um conjunto de aplicações financeiras, contas bancárias correntes e um veículo automotor avaliado em R$ 426 mil, constando também registros de saldo em caderneta de poupança.
8. Mauro Mendes (União)
Patrimônio declarado: R$ 67.180.206,27
Destaques: Com o maior patrimônio declarado entre os concorrentes ao Senado no estado, o governador e candidato reúne mais de R$ 67,1 milhões em participações em fundos de investimento, quotas societárias empresariais e um expressivo portfólio de imóveis. Dentre os bens, destaca-se uma ampla residência com terrenos somando uma área de 1.885,12 m², avaliada em R$ 2.870.816,48.
9. Pedro Taques (PSB)
Patrimônio declarado: R$ 360.000,00
Destaques: Ex-governador, cargo que exerceu entre 2015 e 2018 após ser eleito em 2014, e ex-senador por Mato Grosso, Pedro Taques declarou participação societária em escritório de advocacia no valor de R$ 360 mil.
10. Professor Nelson Ferreira (Agir)
Patrimônio declarado: R$ 0,00 (Sem bens a declarar)
Destaques: Professor de Educação Física, treinador, escritor e ex-atleta olímpico, o candidato informou à Justiça Eleitoral não possuir bens patrimoniais declaráveis nesta disputa.

