Ao utilizar o nosso site, Você concorda com a nossa Politica de Privacidade e com os nossos Termos de Uso.
Concordo
OpiniãoMTOpiniãoMTOpiniãoMT
  • Início
  • Artigos
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Nosso PolCast
Leia: Com dívida de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial
Compartilhar
Notification
OpiniãoMTOpiniãoMT
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Tech
  • Nosso PolCast
Siga-nos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
© 2024 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados.
Destaques
Com dívida de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial
Mensagens reveladas pela PF, mostra articulações de Lulinha com lobista
Homeschooling: família catarinense é condenada por educar filhos em casa
9 milhões de empresas estão inadimplentes no Brasil, diz Serasa Experian
Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio empatados no 2º turno

18 de agosto de 2026 06:48

OpiniãoMT > Blog > Brasil > Com dívida de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial
Brasil

Com dívida de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial

Casas Bahia pede recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões e informa passivo de R$ 17,3 bilhões.

Redação OPMT
Publicado em: 17 de agosto de 2026
Compartilhar
7 Minutos de Leitura
Com dívida de R$ 17,3 bilhões, Casas Bahia pede recuperação judicial
Compartilhar

A Casas Bahia entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo após enfrentar uma forte deterioração financeira. O processo foi protocolado no fim da noite de domingo, dia 16, na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Em comunicado enviado ao mercado, a companhia informou possuir um passivo total estimado em R$ 17,3 bilhões.

Casas Bahia solicita recuperação judicial

O pedido foi formalizado pelo Grupo Casas Bahia e comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por meio de fato relevante. A medida ocorre após a companhia apresentar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre.

O resultado representa uma diferença expressiva em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa havia registrado perdas de aproximadamente R$ 555 milhões. Entre os principais fatores que contribuíram para o resultado estão impactos considerados não recorrentes, que somaram cerca de R$ 9,1 bilhões.

Impactos extraordinários aumentaram o prejuízo

De acordo com as informações divulgadas pela companhia, os eventos extraordinários envolveram baixa de ágio, impostos diferidos e contingências relacionadas ao processo de redução da estrutura operacional.

Entre as medidas adotadas anteriormente estão o fechamento de 298 lojas e a dispensa de aproximadamente 3 mil trabalhadores. Esses acontecimentos tiveram impacto relevante nas demonstrações financeiras apresentadas pela empresa.

A decisão de recorrer à recuperação judicial foi aprovada pelo Conselho de Administração e posteriormente ratificada pelo acionista controlador. A companhia também deverá convocar uma Assembleia-Geral Extraordinária para que os acionistas deliberem sobre a confirmação da medida.

Por que a Casas Bahia pediu recuperação judicial?

A empresa apontou uma combinação de fatores econômicos e financeiros como responsável pela piora de sua situação. Entre eles estão os juros elevados, as dificuldades de acesso ao crédito, o aumento das despesas financeiras e a pressão sobre o consumo.

Outro fator citado foi a necessidade de capital de giro para manter as operações. Segundo a companhia, alternativas para ampliar a liquidez estavam sendo estruturadas, mas não chegaram a ser concretizadas.

A Casas Bahia também buscou recursos junto a investidores internacionais. Entretanto, o principal interessado na operação teria desistido do negócio, reduzindo as alternativas disponíveis para reforçar o caixa da companhia.

Histórico recente de resultados negativos

A varejista vem apresentando dificuldades financeiras há alguns períodos. Conforme os dados divulgados no comunicado, a empresa acumulou resultados negativos em 20 dos 30 trimestres posteriores à saída do Grupo Pão de Açúcar do controle da companhia, ocorrida em 2019.

O cenário de resultados deficitários contribuiu para o aumento das dificuldades financeiras e ocorreu em um período marcado por custos elevados de financiamento e condições mais restritivas para obtenção de crédito.

Dívidas somam R$ 17,3 bilhões

O passivo informado pelo Grupo Casas Bahia chega a R$ 17,3 bilhões. A maior parcela desse montante, estimada em R$ 16,4 bilhões, corresponde a dívidas com credores quirografários, categoria formada por credores que não possuem garantias específicas vinculadas aos débitos.

Ao todo, a empresa aponta pouco mais de 19,4 mil credores nessa categoria. O passivo também contempla aproximadamente R$ 754 milhões relacionados a obrigações trabalhistas.

Outro grupo de dívidas envolve microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse caso, o valor informado pela companhia é de cerca de R$ 154 milhões.

Pedido inclui outras empresas do grupo

A solicitação apresentada à Justiça não envolve apenas a principal operação varejista. O processo também contempla outras nove empresas que fazem parte do grupo econômico.

Entre as companhias incluídas estão a Asap Log, a Cnova Comércio Eletrônico, a Casas Bahia Tecnologia e a Indústria de Móveis Bartira.

A inclusão dessas empresas busca concentrar o processo de reestruturação das obrigações financeiras e operacionais abrangidas pelo pedido de recuperação judicial.

Empresa pede proteção contra cobranças

Na petição apresentada ao Judiciário, o grupo solicitou uma decisão liminar para impedir que determinadas dívidas sejam cobradas antecipadamente durante o início do processo de recuperação.

A companhia também pediu que seja proibida a retenção de mercadorias por transportadoras. A medida está relacionada à necessidade de preservar o funcionamento da cadeia operacional enquanto o processo judicial avança.

O objetivo é garantir condições para que a empresa continue funcionando e possa organizar sua situação financeira durante a recuperação judicial.

Mudanças na diretoria da companhia

Além do pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia registrou mudanças em sua estrutura administrativa. No mesmo dia, Fábio Spina, que ocupava o cargo de diretor vice-presidente jurídico e tributário, apresentou sua renúncia ao Conselho de Administração.

Também deixaram suas posições os conselheiros Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres.

Com as alterações, Sirley Lima assumirá a liderança das áreas jurídica, tributária, de compliance e de controles internos da companhia.

Casas Bahia pretende manter operações

Mesmo diante do processo de recuperação judicial, a empresa informou que pretende continuar operando normalmente em seus diferentes canais de atendimento e vendas.

A prioridade anunciada pela companhia é preservar o atendimento aos consumidores e clientes, evitando impactos relevantes sobre suas atividades. A manutenção das operações também está relacionada à estratégia de continuidade do negócio durante o processo de reorganização financeira.

Próximos passos da recuperação judicial

Com o pedido protocolado, o processo seguirá para análise da Justiça. Paralelamente, a companhia deverá cumprir as etapas previstas na legislação para a recuperação judicial e apresentar as informações necessárias aos credores e ao Judiciário.

A Assembleia-Geral Extraordinária prevista pelo grupo também terá papel importante na formalização da decisão tomada pela administração.

Compartilhe este Conteúdo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Copy Link Print

Você também vai gostar de ver

Retaliação - TSE marca julgamento que pode cassar governador Cláudio Castro
Brasil

Retaliação? TSE marca julgamento que pode cassar governador Cláudio Castro

30 de outubro de 2025
De estupro a tráfico de drogas: cantor Yuri Ramirez tinha longa ficha criminal, diz polícia
Brasil

De estupro a tráfico de drogas: cantor Yuri Ramirez tinha longa ficha criminal, diz polícia

1 de setembro de 2025
Lulinha deixa o Brasil em meio a investigações da PF sobre roubo de aposentados
Brasil

Lulinha viajou à Finlândia bancado por lobista com diária de R$ 37 mil, afirma site

23 de março de 2026
Digimais: Operação da PF bloqueia R$ 670 milhões de banco de Edir Macedo
Brasil

Digimais: Operação da PF bloqueia R$ 670 milhões de banco de Edir Macedo

23 de junho de 2026
OpiniãoMT
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
Facebook Twitter Youtube Instagram Rss
Receba Novidades
© 2025 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados. Site Desenvolvido por Fábrica de Artigos.
Bem vindo ao Opinião MT!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?