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3 de outubro de 2026 06:25

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Ibovespa fecha semana em queda e registra nove pregões consecutivos de perdas
Economia

Ibovespa fecha semana em queda e registra nove pregões consecutivos de perdas

Redação OPMT
Publicado em: 15 de agosto de 2026
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5 Minutos de Leitura
Ibovespa fecha semana em queda e registra nove pregões consecutivos de perdas
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, terminou a semana em baixa em meio ao aumento da saída de recursos estrangeiros do mercado nacional. Nesta sexta-feira (14), o indicador recuou 0,10% e encerrou o pregão aos 166.900 pontos. Com o desempenho negativo da sessão, o índice chegou ao nono pregão consecutivo de perdas.

Ibovespa acumula nove sessões de queda

Durante a sexta-feira, o Ibovespa oscilou ao longo do pregão e chegou a atingir 164.835,38 pontos na mínima do dia. Apesar de reduzir parte das perdas ao longo da sessão, o índice terminou novamente no campo negativo.

No resultado semanal, a queda foi de 3,23%. Considerando toda a sequência atual de baixas, o principal indicador da B3 acumula desvalorização de 6,22%.

A sequência de nove pregões consecutivos de queda representa a mais longa série negativa registrada pelo mercado acionário brasileiro desde agosto de 2023. Naquele período, o índice permaneceu 13 sessões seguidas em baixa, entre os dias 1º e 17 daquele mês.

O desempenho recente ocorre em um momento de maior cautela entre investidores, especialmente diante da redução da exposição de fundos internacionais ao mercado brasileiro.

Saída de capital estrangeiro pressiona a bolsa

Um dos fatores apontados para o comportamento recente do mercado é a retirada de recursos estrangeiros da B3. Somente na quarta-feira (12), investidores internacionais retiraram aproximadamente R$ 1,63 bilhão do mercado acionário brasileiro.

Com esse movimento, o fluxo negativo de capital estrangeiro em agosto chegou a R$ 13,5 bilhões. Apesar das retiradas registradas ao longo do mês, o saldo acumulado no ano ainda permanece positivo, em R$ 22,8 bilhões.

A redução da participação estrangeira aumenta a pressão sobre as ações negociadas na bolsa e ocorre paralelamente a um cenário de maior incerteza nos mercados financeiros.

Cenário fiscal e resultados das empresas influenciam o mercado

A estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig, atribuiu parte do movimento de retração da Bolsa brasileira à saída de capital estrangeiro. Segundo a analista, grandes fundos internacionais estariam reduzindo sua exposição ao Brasil diante das incertezas relacionadas ao período eleitoral e ao cenário fiscal.

Outro elemento mencionado é a temporada de resultados corporativos referente ao segundo trimestre. Os balanços divulgados por empresas relevantes para a composição do índice apresentaram resultados que aumentaram a cautela dos investidores.

Entre as companhias citadas estão o Banco do Brasil e a Sabesp, cujas ações possuem participação relevante no desempenho do mercado acionário brasileiro.

A manutenção da taxa Selic em níveis elevados também aparece entre os fatores que afetam o comportamento da renda variável. Juros altos tornam investimentos de renda fixa mais atrativos e podem reduzir o fluxo de recursos destinado às ações.

Dólar sobe durante a semana

Enquanto o Ibovespa acumulou perdas, o dólar apresentou valorização diante do real. Na sexta-feira, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 5,219, alta de 0,52%.

Durante o pregão, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,249 na máxima e atingiu R$ 5,173 na mínima.

No resultado da semana, a moeda dos Estados Unidos acumulou avanço de 1,88% em relação ao real. Em agosto, a alta chega a 2,16%. Apesar do desempenho recente, no acumulado de 2026 o dólar ainda registra queda de 5,64% frente à moeda brasileira.

Cenário internacional também afeta os mercados

Além dos fatores domésticos, o ambiente internacional contribui para a volatilidade dos mercados financeiros. As tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentaram a preocupação dos investidores com o comportamento dos preços da energia.

De acordo com a avaliação apresentada por Rebecca Nossig, os acontecimentos relacionados às negociações de paz e aos ataques no Estreito de Ormuz contribuíram para a alta do petróleo. A possibilidade de novas medidas econômicas e restrições à navegação na região também passou a ser acompanhada pelos mercados.

A elevação dos custos de energia pode dificultar o processo de redução da inflação em diferentes economias. Esse cenário influencia as expectativas para os juros internacionais e pode afetar o direcionamento dos recursos destinados a mercados emergentes.

Com maior cautela no cenário externo, países como o Brasil podem enfrentar redução no fluxo de investimentos estrangeiros, contribuindo para a pressão sobre o mercado acionário.

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