*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Diante do desgaste na composição da chapa majoritária do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do estado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) indicou o empresário Reinaldo Moraes (PL), conhecido como o “Rei do Porco”, para assumir a vaga de candidato a vice-governador.
A articulação tem como objetivo principal unificar a base bolsonarista em Mato Grosso, que vinha demonstrando forte insatisfação com os rumos das alianças firmadas pela cúpula do partido no estado. O convite oficial já teria sido formalizado a Reinaldo Moraes, que tem até esta sexta-feira, dia 14 de agosto, para definir se aceita o posto.
PERFIL ALINHADO AO “BOLSONARISMO RAIZ”
Reinaldo Moraes é amplamente reconhecido no meio político regional e nacional como um nome de confiança e de perfil “raiz” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A trajetória dele na legenda inclui uma candidatura ao Senado Federal na eleição suplementar realizada em 2020.
Posteriormente, na corrida presidencial de 2022, o empresário atuou ativamente como coordenador de articulações e um dos principais financiadores e apoiadores em Mato Grosso. A eventual inserção na chapa majoritária é vista por aliados como uma manobra para resgatar a legitimidade da direita ideológica no palanque de Wellington Fagundes.
O HISTÓRICO DE CRISES E REVIRAVOLTAS NA CHAPA DO PL
A necessidade de uma intervenção de Brasília na chapa de Wellington Fagundes ocorre após uma sequência de atritos políticos que abalaram a base nas últimas semanas.
O senador articulou uma aliança com o MDB para o Senado com a deputada estadual Janaina Riva, o que gerou descontentamento entre prefeitos e membros do Partido Liberal.
No início do mês, Fagundes anunciou uma aliança estratégica com o partido NOVO, oficializando o empresário e fundador do Grupo São Benedito, Marcelo Maluf, como candidato a vice-governador. No entanto, na última sexta-feira, dia 7 de agosto, o cenário mudou. Wellington Fagundes voltou atrás no acordo e substituiu Maluf pelo médico Alencar Farina (PL). A decisão gerou críticas públicas por parte de Marcelo Maluf, que classificou a atitude como quebra de palavra e desrespeito aos compromissos firmados.

