*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O advogado Elias Gomes da Silva, de 67 anos, que estava preso preventivamente sob a acusação de estupro de vulnerável contra uma criança de 6 anos, morreu na última segunda-feira, dia 3 de agosto, no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
De acordo com as informações, o detento passou mal após sofrer o rompimento de uma úlcera. A complicação evoluiu para um quadro infeccioso grave e ele acabou morrendo durante o encaminhamento para o centro cirúrgico. A morte na unidade penal está sendo devidamente apurada pelas autoridades competentes.
ENTENDA O CASO: A PRISÃO EM FLAGRANTE NO OURO VERDE
O episódio veio à tona na noite do dia 18 de julho, quando a Polícia Militar foi acionada com urgência após a mãe de uma menina de apenas 6 anos relatar que a filha havia sido violentada sexualmente.
As equipes se deslocaram até o endereço indicado, localizado no bairro Ouro Verde, que pertencia a Elias Gomes da Silva. O advogado foi localizado em um quarto isolado nos fundos do imóvel e, no momento da abordagem policial, negou as acusações.
No entanto, testemunhas relataram às autoridades que o suspeito mantinha em posse um computador contendo diversos vídeos de relações sexuais, incluindo registros de gravações de abusos contra crianças. O equipamento foi imediatamente apreendido pelas forças de segurança para perícia técnica detalhada, com o objetivo de recuperar os arquivos e comprovar a materialidade dos crimes.
RIGOR INSTITUCIONAL E SUSPENSÃO PELA OAB-MT
Diante da extrema gravidade das denúncias e da repercussão do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso agiu com rapidez institucional. Na noite de segunda-feira, dia 20 de julho, a entidade determinou a suspensão cautelar do exercício profissional de Elias Gomes da Silva.
Paralelamente, foi instaurado um processo disciplinar no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da instituição. Em nota oficial emitida à imprensa na ocasião, a OAB-MT ressaltou que todo o procedimento ocorreria em estrita observância aos prazos legais, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório, mas reforçando o compromisso de não tolerar condutas que violem a ética, a dignidade da profissão e os direitos da sociedade.

