*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Um desentendimento em um alojamento de trabalhadores em uma fazenda na região de Marapé, no interior de Tapurah (MT), terminou em homicídio na noite do último sábado, dia 1º de agosto. A vítima, identificada como Rodolfo Flores, de 46 anos, foi brutalmente espancada com um pedaço de madeira por um colega de trabalho de 27 anos. O crime foi parcialmente gravado por testemunhas e circula nas redes sociais.
De acordo de relatos de testemunhas a polícia, a vítima e o suspeito haviam ingerido bebida alcoólica momentos antes da tragédia. A discussão inicial começou quando o jovem de 27 anos quebrou uma cadeira dentro do alojamento. Ao ver a situação, Rodolfo Flores afirmou que o colega deveria pagar pelo prejuízo causado.
A cobrança gerou revolta. Na primeira tentativa de agressão, o suspeito tentou pegar uma faca para atacar Rodolfo, mas foi contido por outras pessoas presentes no local. Em seguida, o agressor tentou se armar novamente com uma faca e um machado de pequeno porte, sendo impedido mais uma vez pelos colegas, o que encerrou temporariamente a confusão.
No entanto, minutos depois, os dois voltaram a discutir, dando início a uma nova agressão física. Desta vez, o suspeito conseguiu derrubar Rodolfo no chão. Com a vítima já caída e indefesa, o agressor pegou uma tora de madeira e desferiu diversos golpes violentos na região da cabeça. Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento em que o suspeito segura a madeira com as duas mãos e atinge repetidamente a vítima.
SOCORRO E PRISÃO
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de briga generalizada e, ao chegar à fazenda, encontrou o suspeito ainda no local. Ele confessou as agressões aos policiais e recebeu voz de prisão imediata.
Rodolfo Flores ainda estava vivo quando a equipe de socorro chegou. Ele foi rapidamente encaminhado ao Hospital Municipal de Tapurah para atendimento de urgência, mas não resistiu à gravidade dos múltiplos traumas sofridos na cabeça e morreu após dar entrada na unidade de saúde.
O caso foi registrado e agora está sob a responsabilidade da Polícia Civil, que investiga o homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
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