*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), avança nas investigações sobre o caso do recém-nascido encontrado morto na última quinta-feira, dia 23 de julho de 2026, no condomínio Chapada do Poente, localizado no bairro Centro Sul, em Várzea Grande.
De acordo com novas informações divulgadas pelo delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso na DHPP, a criança nasceu com vida e morreu após o parto. O laudo pericial completo da Politec aguarda finalização. As equipes continuam mobilizadas para identificar a mãe do bebê e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
RELEMBRE O CASO
O corpo da recém-nascida foi localizado na manhã de quinta-feira por trabalhadores terceirizados que realizavam a triagem e a separação de resíduos no condomínio. O corpo estava dentro de uma caixa de papelão posicionada em um contêiner de coleta, enrolado em um saco plástico preto e ainda com o cordão umbilical conectado.
Ao abrirem o material, os funcionários perceberam que o bebê não apresentava sinais vitais. O Samu foi acionado e confirmou a morte no local. Em seguida, a Polícia Civil e a Politec foram mobilizadas para isolar a área, realizar os levantamentos iniciais e recolher o corpo para exames de necropsia.
INVESTIGAÇÃO E PRÓXIMOS PASSOS
A DHPP assumiu a condução do inquérito e trabalha em várias frentes para elucidar o crime. Entre as diligências em andamento, destaca-se que a polícia está coletando e examinando registros de câmeras de segurança do condomínio e das imediações para tentar rastrear o momento em que a caixa foi descartada e identificar quem a deixou no local.
Exames laboratoriais em materiais recolhidos no entorno buscam vestígios genéticos (DNA) que auxiliem na identificação da mãe e de eventuais envolvidos.
A hipótese inicial aponta que o parto possa ter ocorrido em outro local e o corpo sido desovado na lixeira do condomínio. Com a confirmação de que a criança nasceu com vida, a Polícia Civil definirá a tipificação penal aplicável ao caso, que inicialmente transita entre investigações de homicídio, infanticídio, aborto ou abandono de incapaz seguido de morte, além de vilipêndio de cadáver.

