*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, esteve na última terça-feira, dia 21 de julho, na Terra Indígena Sararé, localizada no município de Pontes e Lacerda, na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. O político registrou imagens no local utilizando colete à prova de balas para denunciar a exploração clandestina de ouro na região.
Em um vídeo gravado durante a visita, Renan descreveu o cenário encontrado na reserva.
“Eu estou aqui no meio de um garimpo ilegal, no meio do nada, na fronteira aqui do Mato Grosso com a Bolívia. Tivemos que vir de colete e tudo, vocês vão ver o vídeo, é assustador, assustador mesmo. Foi montada uma civilização aqui no meio do nada, baseada em retirar ilegalmente ouro de uma reserva indígena”.
A área visitada é a mesma que foi alvo de uma ampla repercussão nacional em reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo. As investigações e as apurações jornalísticas apontam que o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé é dominado por uma facção criminosa, transformando a reserva em uma expressiva fonte de lucro ilícito para financiar as atividades da organização.
O esquema clandestino estruturou acampamentos complexos no interior da mata, comparados a uma “civilização”, contando inclusive com comércio local, farmácia e túneis subterrâneos para a extração e o escoamento do minério. Estima-se que a exploração predatória na região tenha gerado prejuízos superiores a R$ 110 milhões.
Diante da gravidade da exploração e do domínio do crime organizado na região de fronteira, autoridades federais, com o apoio logístico e operacional do Exército Brasileiro, deflagraram megaoperações na área da reserva indígena. As ações resultaram na prisão de dezenas de pessoas envolvidas no esquema e na destruição de centenas de motores, escavadeiras e máquinas pesadas utilizadas no garimpo ilegal.
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