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Leia: Vorcaro pagava até R$ 2 mi para influenciadores atacarem o Banco Central, diz PF
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21 de outubro de 2026 23:18

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OpiniãoMT > Blog > Caso Master > Vorcaro pagava até R$ 2 mi para influenciadores atacarem o Banco Central, diz PF
Caso Master

Vorcaro pagava até R$ 2 mi para influenciadores atacarem o Banco Central, diz PF

Investigação aponta que Daniel Vorcaro teria financiado influenciadores para atacar o Banco Central e monitorar jornalistas.

Redação OPMT
Publicado em: 10 de julho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Vorcaro pagava até R$ 2 mi para influenciadores atacarem o Banco Central, diz PF
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O empresário Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do Banco Master, é alvo de uma nova etapa das investigações conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero. Conforme documentos anexados ao processo, ele teria destinado recursos milionários para financiar uma estratégia de ataques ao Banco Central nas redes sociais, além de supostamente articular ações de monitoramento contra jornalistas e autoridades. As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso.

Investigação aponta campanha coordenada contra o Banco Central

A 10ª fase da Operação Compliance Zero concentra esforços para apurar uma possível estrutura organizada destinada a enfraquecer a credibilidade institucional do Banco Central. De acordo com os investigadores, a ofensiva teria sido iniciada após a decisão da autoridade monetária de decretar a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado.

Os documentos reunidos pela investigação indicam que a suposta estratégia recebeu o nome de “Projeto DV”. A iniciativa teria sido financiada com recursos que, segundo os investigadores, estariam vinculados às irregularidades sob apuração envolvendo a instituição financeira.

Ainda conforme o material anexado ao processo, o objetivo seria impulsionar conteúdos críticos ao Banco Central por meio de influenciadores digitais, ampliando o alcance das publicações nas plataformas digitais.

Vorcaro teria oferecido valores milionários a influenciadores

As investigações apontam que os pagamentos oferecidos para participação na campanha poderiam chegar a R$ 2 milhões. A apuração também sustenta que algumas pessoas procuradas para integrar o projeto teriam sido alvo de intimidações após recusarem as propostas apresentadas.

Além da contratação de influenciadores, os investigadores afirmam que a estrutura previa outras ações voltadas ao acompanhamento de pessoas consideradas estratégicas para os interesses do ex-banqueiro.

Segundo a documentação reunida, jornalistas, agentes públicos e outras figuras de relevância estariam entre os nomes que passariam a ser monitorados dentro do planejamento atribuído ao grupo investigado.

Operação cumpriu mandados em Brasília

Durante esta etapa da operação, agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão na capital federal. Um dos principais alvos foi o empresário Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação.

Na decisão que autorizou as diligências, o ministro André Mendonça destacou a necessidade de adoção imediata das medidas para preservar provas digitais, evitando eventual destruição ou alteração de arquivos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Os mandados fazem parte da coleta de elementos que possam esclarecer o funcionamento da suposta estrutura de comunicação investigada pelas autoridades.

Conversas com empresário fazem parte da investigação

Entre os materiais analisados pelos investigadores estão mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda. Conforme descrito nos autos, os diálogos abordariam alternativas para obter informações relacionadas à jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Os documentos indicam que a profissional teria sido alvo de uma tentativa de pressão para interromper a divulgação de reportagens envolvendo o Banco Master e seus dirigentes.

Ainda segundo os investigadores, há registros de que Vorcaro teria considerado oferecer à jornalista uma proposta de contratação com remuneração mensal de R$ 120 mil, acrescida de bônus contratual. A hipótese investigada é de que a oferta buscaria evitar novas publicações sobre sua atuação empresarial.

Defesa de investigado nega irregularidades

Em manifestação encaminhada após a deflagração da operação, a defesa de Thiago Miranda contestou qualquer prática ilícita atribuída ao empresário. Os advogados afirmaram que a existência de uma investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre responsabilidade criminal e defenderam que os fatos sejam analisados durante o devido processo legal, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Até o momento, as investigações seguem em andamento e buscam reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias envolvendo as supostas ações atribuídas aos investigados.

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