*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), quebrou o silêncio na última sexta-feira, dia 3 de julho, sobre os fortes rumores de bastidores que apontam uma articulação nacional para fazê-lo desistir da disputa.
Reportagens publicadas pelos portais Metrópoles e Folha de S. Paulo revelaram que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estaria liderando uma ofensiva para isolar Fagundes e forçar o PL a apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.
A movimentação faz parte de um xadrez político complexo. O Republicanos nacional condicionou a aliança com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao apoio mútuo em palanques estratégicos, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Acre e Mato Grosso.
Ao comentar a pressão de Tarcísio e do Republicanos, Wellington Fagundes adotou um tom firme em defesa da pluralidade de candidaturas e ironizou a tentativa de retirá-lo da mesa de negociações.
“A população quer viver num país democrata. Democracia é oportunizar alternativa para a população escolher. É natural que, às vezes, as pessoas possam buscar oportunidade, mas impedir o projeto de outro, acredito que não é o correto”, declarou o senador à imprensa.
Fagundes defendeu que a existência de múltiplos nomes na disputa beneficia o eleitor mato-grossense.
“Sempre defendi e continuarei defendendo que quanto mais candidato, será melhor para o cidadão. Vejo que eles têm essa insistência de não aceitar mais candidatos para concorrer. Nós estamos vivendo em ritmo de Copa do Mundo, imagina qualquer seleção querer ganhar por W.O.? Pode ser até por ‘WF’ (Wellington Fagundes), mas por W.O. não”, disparou.
Sem demonstrar ressentimentos com o governador paulista, Wellington fez questão de relembrar um episódio do passado recente para destacar a fidelidade partidária e a força política dentro do Partido Liberal, sugerindo que Tarcísio já tentou trilhar caminhos em Mato Grosso anteriormente.
“Não fico chateado. O Tarcísio quis ser candidato a senador em Mato Grosso, na época da minha candidatura [ao Senado]. E nós do PL, juntamente com o presidente Valdemar [Costa Neto], explicamos tanto para o presidente Jair Bolsonaro, como para ele, que eu estou filiado ao PL há muito tempo e todos os meus mandatos foram pelo PL”, relembrou Fagundes.
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