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Leia: TSE dá 24 horas a Gleisi, Boulos e Lindbergh apagarem post que ligava Flávio ao CV
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Eleições

TSE dá 24 horas a Gleisi, Boulos e Lindbergh apagarem post que ligava Flávio ao CV

TSE determina retirada de conteúdos que ligavam Flávio Bolsonaro à Operação Unha e Carne e ao Comando Vermelho sem provas.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
TSE dá 24 horas a Gleisi, Boulos e Lindbergh apagarem post que ligava Flávio ao CV
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Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, obteve uma decisão favorável no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a retirada de conteúdos publicados por políticos e perfis alinhados ao PT que o relacionavam à Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, e a organizações criminosas, incluindo o Comando Vermelho. A medida foi concedida por meio de liminar e estabelece prazo de 24 horas para a exclusão das publicações apontadas na ação.

A decisão foi assinada pela ministra Estela Aranha e divulgada nesta segunda-feira (22), após representação apresentada pelo Partido Liberal. Segundo o entendimento da magistrada, os conteúdos ultrapassaram os limites do debate político ao sugerirem, sem comprovação, envolvimento do senador com grupos criminosos investigados pelas autoridades.

Flávio Bolsonaro não é investigado na operação

Ao analisar o caso, a ministra destacou que não há qualquer referência formal ao nome de Flávio Bolsonaro nos procedimentos relacionados à Operação Unha e Carne. Conforme registrado na decisão, o parlamentar não figura como investigado, indiciado ou denunciado nos autos da apuração utilizada como base para as publicações.

De acordo com o entendimento do TSE, os conteúdos questionados teriam construído uma narrativa que associava a imagem do pré-candidato a fatos atribuídos a terceiros. Para a magistrada, essa estratégia poderia induzir o público a acreditar em uma ligação direta entre o senador e os crimes investigados pela Polícia Federal.

A decisão ressalta que a liberdade de expressão e a crítica política são garantias fundamentais, mas que acusações sem respaldo em fatos concretos não encontram proteção quando possuem potencial de desinformar o eleitorado.

Entendimento da ministra aponta desinformação eleitoral

Segundo Estela Aranha, os materiais divulgados apresentavam características que indicam possível desinformação eleitoral. A magistrada observou que as publicações não se limitavam à manifestação de opiniões políticas, mas construíam uma narrativa capaz de atribuir ao pré-candidato participação em atividades criminosas sem a existência de elementos jurídicos ou investigativos que sustentassem essa conclusão.

Impacto sobre a honra e a imagem do pré-candidato

Na avaliação da ministra, a divulgação desse tipo de conteúdo pode causar prejuízos significativos à reputação de um candidato durante o período pré-eleitoral. Por esse motivo, foi reconhecida a necessidade de intervenção urgente para evitar a continuidade da circulação das mensagens.

O despacho menciona que a associação indevida de um agente político a facções criminosas pode influenciar a percepção dos eleitores e comprometer a formação de opiniões baseadas em informações verificadas.

Risco ao equilíbrio da disputa eleitoral

Outro ponto destacado pela decisão foi o alcance obtido pelas publicações nas redes sociais. Conforme registrado nos autos, os conteúdos alcançaram elevado número de visualizações e compartilhamentos, ampliando a disseminação da narrativa contestada pela defesa de Flávio Bolsonaro.

Para a ministra, a permanência desse material online poderia gerar danos de difícil reparação, especialmente diante da proximidade do processo eleitoral. O entendimento considera que informações sem comprovação podem afetar a igualdade de condições entre os participantes da disputa.

Precedentes já adotados pelo TSE

Ao fundamentar sua decisão, Estela Aranha também citou julgamentos anteriores da própria Corte Eleitoral. Em ocasiões passadas, o TSE determinou a remoção de conteúdos que associavam, sem provas, o Partido dos Trabalhadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a organizações criminosas.

Segundo a magistrada, o tribunal consolidou entendimento de que acusações dessa natureza, quando desacompanhadas de elementos concretos, podem caracterizar desinformação eleitoral e justificar medidas de remoção.

Perfis e políticos atingidos pela decisão

A ação movida pelo Partido Liberal apontou publicações atribuídas a diversas lideranças políticas e perfis nas redes sociais. Entre os nomes mencionados estão a deputada Gleisi Hoffmann, o deputado Lindbergh Farias, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Guilherme Boulos, e o deputado federal Rogério Correia, além de contas que replicaram os conteúdos questionados.

A liminar determina que as postagens sejam retiradas do ar em até 24 horas e proíbe a republicação dos mesmos materiais ou de conteúdos considerados substancialmente semelhantes.

Além disso, a ministra ordenou que as plataformas Instagram e Facebook forneçam informações capazes de identificar responsáveis por alguns perfis incluídos na representação, permitindo a continuidade da investigação eleitoral.

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