Datafolha divulgou neste sábado (20) um novo levantamento sobre a corrida presidencial de 2026, indicando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece na liderança das intenções de voto em diferentes cenários avaliados pelo instituto. O estudo também mediu os índices de rejeição dos principais pré-candidatos e analisou possíveis disputas de segundo turno.
Os dados apontam estabilidade em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em maio, com Lula mantendo vantagem sobre adversários cotados para a disputa ao Palácio do Planalto.
Datafolha aponta vantagem de Lula em simulações de segundo turno
Entre os cenários testados pelo instituto, um dos principais confrontos avaliados foi entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato da direita à Presidência da República.
Nesse cenário, o atual presidente registra 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 43%. Os percentuais permanecem os mesmos observados na pesquisa anterior, divulgada em maio, demonstrando estabilidade na disputa.
O levantamento também simulou outros possíveis confrontos diretos. Em uma eventual disputa contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula alcançaria 47%, enquanto o adversário somaria 41%.
Já em um cenário envolvendo o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente teria 48% das intenções de voto, contra 39% atribuídos ao político mineiro.
Cenários indicam manutenção do quadro eleitoral
Os resultados sugerem que o cenário eleitoral permanece relativamente estável neste momento, sem alterações significativas nas intenções de voto em comparação com os levantamentos anteriores realizados pelo instituto.
Embora ainda falte um longo período até a definição oficial das candidaturas, os números indicam que Lula segue como principal nome na disputa presidencial, segundo os dados coletados pelo instituto.
Cenário de primeiro turno mostra liderança consolidada
No cenário considerado mais provável para o primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição, com 31%.
Em comparação ao levantamento anterior, o presidente avançou um ponto percentual, enquanto o senador manteve o mesmo índice registrado anteriormente.
Confira os números apresentados pelo instituto:
- Lula (PT): 41%
- Flávio Bolsonaro (PL): 31%
- Ronaldo Caiado (PSD): 3%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Aécio Neves (PSDB): 2%
- Samara Martins (UP): 2%
- Augusto Cury (Avante): 2%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Brancos e nulos: 7%
- Não sabem ou não responderam: 4%
Caso envolvendo filme sobre Bolsonaro não alterou cenário
Segundo a análise dos dados, a campanha de Flávio Bolsonaro não apresentou queda adicional nas intenções de voto após a repercussão envolvendo mensagens relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O episódio ganhou destaque após o vazamento de conversas atribuídas ao senador com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso. Mesmo diante da repercussão, os números do levantamento não indicaram mudanças relevantes no desempenho eleitoral do parlamentar.
Rejeição mostra polarização entre os principais nomes
Além das intenções de voto, o Datafolha também avaliou o grau de rejeição dos pré-candidatos. Os resultados apontam uma disputa marcada pela polarização, com Lula e Flávio Bolsonaro liderando esse indicador.
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro sob nenhuma circunstância. Lula aparece logo em seguida, com rejeição de 46%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados nesse quesito.
Os demais índices de rejeição apresentados foram:
- Flávio Bolsonaro (PL): 48%
- Lula (PT): 46%
- Aécio Neves (PSDB): 23%
- Romeu Zema (Novo): 17%
- Ronaldo Caiado (PSD): 14%
Operação envolvendo Jaques Wagner pode não ter impactado totalmente os resultados
Outro aspecto observado é que a pesquisa pode não ter captado integralmente os reflexos da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado.
A coleta de dados ocorreu entre os dias 17 e 18 de junho, período que coincidiu com o desencadeamento da investigação. Dessa forma, eventuais repercussões políticas do caso podem não ter sido completamente absorvidas pelos entrevistados durante a realização do levantamento.
A investigação apura suspeitas relacionadas ao Banco Master, incluindo possíveis crimes financeiros, corrupção e lavagem de dinheiro. Wagner nega irregularidades, enquanto as autoridades seguem conduzindo as apurações.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores distribuídos em 139 municípios brasileiros. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança informado pelo instituto é de 95%.

