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11 de junho de 2026 15:53

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OpiniãoMT > Blog > Haroldo Arruda > Em entrevista ao ‘Pode Opinar’, Wenceslau Júnior relembra início difícil na Verdão, analisa o varejo com IA e revela projetos para a Salgadeira; ASSISTA
Haroldo Arruda

Em entrevista ao ‘Pode Opinar’, Wenceslau Júnior relembra início difícil na Verdão, analisa o varejo com IA e revela projetos para a Salgadeira; ASSISTA

última atualização: 11 de junho de 2026 11:54
Jornalista Mauad
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7 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O empresário Wenceslau Júnior, fundador da Verdão Materiais de Construção e presidente do Sistema Fecomércio-MT (Sesc/Senac), foi o entrevistado da última quarta-feira, dia 10 de junho, no podcast Pode Opinar, do portal Opinião MT. Conduzido pelo jornalista, cientista político e analista político, Haroldo Arruda, o bate-papo de bastidores passou pela trajetória pessoal do empresário, os novos rumos do varejo com a Inteligência Artificial, os investimentos turísticos em Mato Grosso e culminou em posicionamentos políticos contundentes no tradicional quadro “Digoreste ou Bobó Cheira-cheira”.

DA POEIRA DO CIMENTO AO SUCESSO NO VAREJO

Durante o programa, Wenceslau relembrou as origens. Natural de Patrocínio (MG), ele desembarcou em solo mato-grossense na década de 1980, aos 19 anos, logo após concluir o período no Exército. Sem capital financeiro, ele e o irmão convenceram o dono de um terreno na Avenida Fernando Corrêa da Costa, a alugar o espaço, baseado apenas na promessa de rigor com os pagamentos.

“Essa careca que eu tenho aqui é de tanto cimento que já descarreguei na vida”, brincou o empresário, relembrando com orgulho o início da Verdão. Ele relatou o desafio de gerir um comércio na época da hiperinflação, quando os preços chegavam a subir 48% ao mês e a rotina noturna consistia em apagar e remarcar os valores das mercadorias a lápis em um “livrão de papel”.

O FUTURO DAS LOJAS FÍSICAS: A ERA DA “EXPERIÊNCIA” E DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Analisando o mercado atual, Wenceslau admitiu que sua visão sobre o e-commerce mudou. Se há quatro anos ele acreditava que as lojas físicas se tornariam meros mostruários (showrooms) devido ao avanço de gigantes como Amazon e Shopee, hoje ele aposta na “experiência do cliente” e na memória afetiva. Como exemplo, citou a icônica tradição de estourar pipoca aos sábados na Verdão, mantida há 30 anos, e a exposição de um Ford 1929 nas lojas para criar narrativas que atraiam o público.

O empresário, que frequenta anualmente a maior feira de varejo do mundo, destacou que o mercado internacional consolidou a Inteligência Artificial (IA) e os assistentes automatizados em 99% dos debates deste ano, enterrando o antigo frisson em torno do Metaverso. Ele apontou ainda que as mulheres são o foco central do varejo moderno por serem detalhistas e definirem as compras desde a base até o acabamento. Fora do eixo de rua, Wenceslau vê os shoppings a céu aberto como uma tendência viável para reduzir os custos operacionais sufocantes dos shoppings tradicionais.

FORA DAS URNAS

Alvo constante de convites para disputar cargos eletivos ou figurar como suplente ao Senado, Wenceslau Júnior explicou os motivos de nunca ter fincado o pé em uma candidatura majoritária. Para ele, o preço cobrado pela rotina política afasta o gestor do núcleo familiar.

“Tenho o orgulho de almoçar e jantar com a minha família todos os dias”, justificou.

O líder empresarial também quebrou o silêncio sobre uma recente publicação no Instagram que gerou forte repercussão na imprensa local sobre “buscar a própria paz”. Wenceslau esclareceu que a postagem foi um desabafo e um recado direto aos bastidores: ele está fora do pleito eleitoral, reforçando que sequer se desincompatibilizou do comando da Fecomércio dentro do prazo legal exigido pela Justiça Eleitoral.

O NOVO SESC SALGADEIRA E INVESTIMENTOS NO TURISMO

Como presidente da Fecomércio, Wenceslau detalhou as ações após o sistema assumir a gestão do Complexo Turístico da Salgadeira, há cerca de 90 dias, a convite do governador Mauro Mendes. Respondendo a críticas de portais de notícias sobre a instalação de quadros com a foto dele no local, ele explicou se tratar de uma praxe institucional que vigora em todas as quase 50 unidades do Sesc e Senac no estado.

As novidades para o ponto turístico, localizado na rodovia para Chapada dos Guimarães, são robustas. O empresário anunciou o projeto de construção de uma torre de observação de 60 metros de altura com elevador, uma lanchonete panorâmica e uma tirolesa que fará o desembarque direto no estacionamento. Ele celebrou o sucesso de público da Salgadeira, que chega a receber 3 mil pessoas por fim de semana, e de outros eventos geridos pelo Sesc, como a FIT Pantanal e o Festival da Viola de Poxoréu.

DIGORESTE OU BOBÓ CHEIRA-CHEIRA]

Haroldo Arruda desafiou o entrevistado a classificar figuras e ações políticas utilizando os termos regionais Digoreste (excelente) ou Bobó Cheira-Cheira (bobo). Wenceslau não fugiu das perguntas.

Wellington Fagundes: Classificou como “Bobó Cheira-Cheira” a proposta do senador de paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso para destinar recursos a casas populares. Para o empresário, o posicionamento é puramente político e o complexo será um divisor de águas para Cuiabá.

Jaime Campos: Considerou “Digoreste” o movimento do senador em se colocar como pré-candidato ao Governo, afirmando que o União Brasil não tem um “dono”.

Romeu Zema: Tachou de “Bobó Cheira-Cheira” os ataques do governador mineiro a Flávio Bolsonaro, argumentando que a atitude fragmenta a direita nacional.

Abilio Brunini: Avaliou que o atual prefeito deixa a desejar e “joga pedra na própria vidraça” ao manter uma postura excessiva de oposição mesmo estando no cargo executivo.

Mauro Mendes e o RGA: A crítica mais dura foi direcionada à condução da Recomposição Geral Anual (RGA) dos servidores públicos durante a gestão de Mauro Mendes. Wenceslau carimbou a ação como “Bobó Cheira-Cheira”, apontando que o congelamento e o corte de direitos de mais de 100 mil funcionários públicos despencaram o poder de compra da categoria, penalizando diretamente o comércio da Baixada Cuiabana, que depende diretamente da circulação desses salários.

VEJA ENTREVISTA COMPLETA

 

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