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7 de junho de 2026 16:41

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OpiniãoMT > Blog > Curiosidades > Você sabia que o mosquito da dengue também pode adoecer e matar pets?
Curiosidades

Você sabia que o mosquito da dengue também pode adoecer e matar pets?

Entenda o que é a dirofilariose, doença transmitida por mosquitos que pode afetar cães e gatos e causar complicações graves.

última atualização: 7 de junho de 2026 05:43
Redação OPMT
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8 Minutos de Leitura
Você sabia que o mosquito da dengue também pode adoecer e matar pets?
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A preocupação com os mosquitos costuma aumentar durante períodos de calor e chuvas, principalmente devido ao risco de doenças que afetam os seres humanos. No entanto, além da dengue, esses insetos também podem transmitir enfermidades graves aos animais de estimação. Entre elas está a dirofilariose, uma doença silenciosa que pode comprometer órgãos vitais de cães e gatos e, em casos mais severos, levar à morte.

Embora seja mais conhecida entre médicos-veterinários e especialistas em saúde animal, a enfermidade ainda desperta dúvidas entre muitos tutores. O problema é que os sinais nem sempre aparecem logo no início, permitindo que a doença avance sem ser percebida.

O que é a dirofilariose?

A dirofilariose é uma doença parasitária causada por vermes do gênero Dirofilaria, especialmente a espécie Dirofilaria immitis. Popularmente conhecida como “verme do coração”, a enfermidade afeta principalmente os cães, mas também pode atingir gatos e outros mamíferos.

O parasita se instala no organismo do animal após ser transmitido pela picada de mosquitos infectados. Depois de entrar na corrente sanguínea, ele passa por diferentes fases de desenvolvimento até alcançar o sistema cardiovascular, onde pode permanecer por vários anos.

Com o passar do tempo, os vermes se acumulam no coração, nas artérias pulmonares e em vasos sanguíneos importantes, prejudicando a circulação e comprometendo o funcionamento de diversos órgãos.

Como ocorre a transmissão da doença?

Ao contrário do que muitos imaginam, a dirofilariose não é transmitida diretamente entre os animais. O ciclo depende da participação dos mosquitos, que funcionam como hospedeiros intermediários.

Quando um mosquito pica um animal infectado, ele pode ingerir formas microscópicas do parasita presentes no sangue. Dentro do inseto, essas formas evoluem até se tornarem capazes de infectar outro hospedeiro.

Posteriormente, ao picar um cão ou gato saudável, o mosquito transmite as larvas, iniciando um novo ciclo da doença.

Espécies de mosquitos comuns em áreas urbanas e rurais podem participar desse processo. Entre elas estão algumas também associadas à transmissão da dengue, da chikungunya e do vírus Zika, o que amplia a preocupação em regiões com alta incidência desses insetos.

Quais animais podem ser afetados?

Os cães são considerados os principais hospedeiros da doença. Neles, o parasita encontra condições ideais para completar seu desenvolvimento e se reproduzir.

Os gatos também podem ser infectados, embora apresentem características diferentes. Nessa espécie, geralmente há menor quantidade de vermes, mas isso não significa que a doença seja menos perigosa.

Em alguns casos, a resposta inflamatória desencadeada pelo organismo felino pode provocar complicações graves mesmo diante de uma infestação reduzida.

Animais que vivem próximos a áreas com grande presença de mosquitos, regiões litorâneas, locais com vegetação abundante ou ambientes úmidos costumam apresentar maior risco de exposição.

Sintomas podem demorar a aparecer

Uma das principais dificuldades relacionadas à dirofilariose é justamente o diagnóstico precoce. Isso ocorre porque os sinais clínicos costumam surgir apenas quando a doença já está em estágio mais avançado.

Nos cães, alguns dos sintomas mais frequentes incluem:

  • Tosse persistente;
  • Cansaço excessivo;
  • Dificuldade respiratória;
  • Redução da disposição para atividades físicas;
  • Perda de peso;
  • Desmaios em situações mais graves.

À medida que os vermes se acumulam no organismo, o coração passa a trabalhar com maior dificuldade para bombear o sangue. Esse esforço adicional pode resultar em insuficiência cardíaca e outras complicações potencialmente fatais.

Nos gatos, os sinais podem ser ainda mais inespecíficos. Tosse, vômitos, dificuldade respiratória e perda de apetite estão entre as manifestações possíveis.

Por que a doença pode ser fatal?

O apelido de “verme do coração” ajuda a entender a gravidade da enfermidade. Quando os parasitas atingem a fase adulta, eles podem ocupar importantes estruturas do sistema circulatório.

Em infestações significativas, dezenas de vermes podem estar presentes simultaneamente. Esse acúmulo dificulta o fluxo sanguíneo, aumenta a pressão nos vasos pulmonares e compromete o funcionamento cardíaco.

Com a progressão da doença, podem surgir quadros de insuficiência cardíaca congestiva, problemas respiratórios severos e falência de órgãos.

Além disso, a morte repentina de alguns vermes dentro do organismo pode gerar obstruções vasculares perigosas, aumentando ainda mais o risco para o animal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da dirofilariose depende da avaliação clínica e de exames específicos realizados por médicos-veterinários.

Entre os métodos utilizados estão exames de sangue capazes de identificar a presença do parasita ou de substâncias produzidas por ele. Dependendo do caso, exames de imagem também podem ser solicitados.

Radiografias e ecocardiogramas ajudam a avaliar possíveis alterações cardíacas e pulmonares provocadas pela doença.

A identificação precoce é considerada fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento e reduzir o risco de complicações.

Existe tratamento?

Sim, existem protocolos terapêuticos para combater a dirofilariose. Entretanto, o tratamento pode ser complexo e exige acompanhamento veterinário rigoroso.

O objetivo é eliminar os parasitas presentes no organismo e controlar os danos causados ao sistema cardiovascular.

Durante esse período, muitas vezes é necessário restringir atividades físicas para evitar complicações decorrentes da morte dos vermes e da resposta inflamatória associada.

Em situações avançadas, o tratamento pode se tornar mais delicado, exigindo monitoramento constante e cuidados especializados.

Por esse motivo, a prevenção continua sendo considerada a estratégia mais eficaz contra a doença.

Como proteger cães e gatos da dirofilariose?

A prevenção da dirofilariose envolve diferentes medidas voltadas tanto para o controle dos mosquitos quanto para a proteção direta dos animais.

Entre as recomendações mais comuns estão:

Uso de medicamentos preventivos

Existem produtos específicos que ajudam a impedir o desenvolvimento do parasita no organismo dos animais. Esses medicamentos devem ser utilizados conforme orientação veterinária.

Controle de mosquitos

Eliminar focos de água parada continua sendo uma das medidas mais importantes para reduzir a população de mosquitos transmissores.

Reservatórios, recipientes descobertos, vasos de plantas e outros locais que acumulam água devem receber atenção constante.

Consultas veterinárias regulares

A realização de check-ups periódicos permite identificar precocemente possíveis alterações na saúde dos animais e avaliar a necessidade de exames específicos.

Proteção contra picadas

Coleiras repelentes, produtos tópicos e outras soluções indicadas por profissionais podem ajudar a reduzir o contato dos pets com os mosquitos.

A dirofilariose é uma doença séria que pode comprometer a saúde de cães e gatos e, em casos avançados, levar à morte. Transmitida por mosquitos presentes em diversas regiões do Brasil, a enfermidade muitas vezes evolui de forma silenciosa, dificultando a identificação precoce pelos tutores.

Por atingir principalmente o coração e os pulmões, o problema exige atenção constante e acompanhamento veterinário adequado. A boa notícia é que existem formas eficazes de prevenção, incluindo controle dos mosquitos, uso de medicamentos preventivos e realização de consultas regulares.

Diante do aumento da circulação de mosquitos em diferentes regiões do país, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para proteger os animais de estimação e reduzir os riscos associados à dirofilariose.

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