Durante participação em podcast Papo Patriota, o cientista político, analista e pré-candidato a deputado federal, Haroldo Arruda (Novo), defendeu abertamente o fim do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Criado pelo governo federal na década de 1990, o programa financia projetos educacionais em áreas de assentamento, mas é alvo de frequentes divergências ideológicas na esfera legislativa.
Em análise sobre o atual modelo de ensino oferecido nas áreas rurais vinculadas à reforma agrária, Arruda sustentou que o Pronera se distanciou das funções estritamente pedagógicas e técnicas. Segundo o analista, os recursos públicos aplicados na iniciativa têm servido para o fortalecimento de ideologias partidárias e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em vez de promover uma formação universal.
“Esse é o caminho, né? E tem outros projetos que são importantíssimos e simplesmente acabar sim. O Pronera ele tem que acabar. Que tipo de educação é essa que o Pronera há anos toma seu dinheiro, meu dinheiro, para criar militância? Dentro do Movimento Sem Terra no Brasil, eles estão criando uma educação que tem que ser universalizada. Ela tem que ser universalizada. Cria-se projeto de educação rural, mas não é isso que está fazendo”, afirmou Haroldo Arruda.
Ao projetar possíveis metas para o Legislativo Federal, como pré-candidato a deputado federal, o cientista político argumentou que a substituição de programas com recortes específicos por disciplinas voltadas à modernização do mercado de trabalho traria melhores resultados para a formação do cidadão. Ele defendeu que o foco do orçamento federal deveria ser redirecionado para a qualificação técnica e estrutural do ensino público tradicional.
“Uma das missões minhas, além da implantação de projeto de educação financeira e educação tecnológica no ensino de base para melhorar a qualidade e a formação do cidadão, o meu outro objetivo é extinguir, acabar com o Pronera, este programa de educação da reforma agrária porque ele não está ensinando ninguém. Não está formando ninguém. Só militância, o que não interessa para a sociedade”, pontuou o analista no podcast.
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