*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), esteve em Cuiabá na última quarta-feira, dia 27 de maio, para cumprir agenda como pré-candidato à Presidência da República. Durante a visita, o líder goiano participou de um encontro estratégico com grandes empresários e lideranças do agronegócio de Mato Grosso, buscando consolidar pontes em um dos principais redutos do setor no país.
A vinda de Caiado ocorre em um momento de intensas articulações. Na véspera da chegada a Cuiabá, terça-feira, dia 26 de maio, ele se reuniu em São Paulo com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). No encontro, ambos admitiram publicamente a possibilidade de uma composição em uma eventual chapa presidencial no primeiro turno.
Embora defenda a manutenção do diálogo entre as forças conservadoras e moderadas, Caiado adotou uma postura firme e de distanciamento ético ao ser questionado sobre o peso político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os escândalos que rondam a ala mais ideológica da direita.
“Goste ou não, ele [Bolsonaro] é um homem que vai para a rua e tem prestígio”.
Reconhecendo o peso político da família, o pré-candidato fez questão de blindar a própria trajetória e usou um tom incisivo para cobrar explicações individuais dos aliados, deixando claro que não irá carregar o desgaste alheio na campanha.
“Estou respondendo pelos meus atos, pelos meus 40 anos de vida pública. Nunca fui envolvido em denúncia de corrupção, de negociata, de rachadinhas. Se cada um tem um problema, ele que se explique. Isso não pode gerar discórdia ou dispersão entre as nossas bases”, disparou o ex-governador de Goiás
Para o presidenciável, o maior desafio do espectro que faz oposição ao atual Governo Federal é evitar o racha precoce e a fragmentação partidária antes do amadurecimento das candidaturas.
“Precisamos trabalhar para que esse tecido da centro-direita não se rompa”, concluiu Caiado.

