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Leia: Deccor mira corrupção e tentativa de suborno a CPI de Hospital Municipal em Mato Grosso
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21 de outubro de 2026 21:54

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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Deccor mira corrupção e tentativa de suborno a CPI de Hospital Municipal em Mato Grosso
Polícia

Deccor mira corrupção e tentativa de suborno a CPI de Hospital Municipal em Mato Grosso

Jornalista Mauad
Publicado em: 26 de maio de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil-MT
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 25 de maio, a “Operação Silêncio Comprado”. A ação policial visa desarticular um suposto esquema de corrupção enraizado na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, localizado no município de Campo Novo do Parecis, interior do estado, e estancar o desvio de recursos públicos da saúde.

Foto: Polícia Civil-MT

Ao todo, estão sendo cumpridas 20 ordens judiciais emitidas pelo Poder Judiciário. O pacote de medidas inclui mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores e contas bancárias, além de medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

As buscas ocorrem simultaneamente em Mato Grosso, nos municípios de Campo Novo do Parecis e Arenápolis, e também no estado de São Paulo, nas cidades de Barueri e Cotia.

Foto: Polícia Civil-MT

O foco principal da operação nesta fase é a coleta de novos elementos probatórios, a identificação da real extensão dos fatos e a preservação do patrimônio público que possa ter sido lesado.

MORTE DE GESTANTE E PRESSÃO POPULAR

As investigações da Deccor apontam que a organização criminosa tentou interferir diretamente nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada pela Câmara de Vereadores de Campo Novo do Parecis. A CPI foi criada para apurar graves irregularidades na gestão da unidade hospitalar, que vinha sendo alvo de severos questionamentos por parte da população e de órgãos de controle.

O estopim para a crise na unidade de saúde ocorreu após a trágica morte de uma jovem gestante no município. A paciente apresentou severas complicações após ser submetida a um procedimento de parto cesáreo no Hospital Euclides Horst. Devido ao agravamento do quadro clínico dela, ela precisou ser transferida às pressas para Cuiabá, mas não resistiu e morreu.

Foto: Polícia Civil-MT

A partir da morte, familiares da jovem e a comunidade local passaram a questionar duramente a estrutura do hospital, a prestação dos serviços médicos, a gestão de recursos humanos e, principalmente, a regularidade na execução dos contratos de gestão firmados para administrar a unidade de saúde.

A TENTATIVA DE SUBORNO

Durante os levantamentos preliminares coordenados pela Deccor, os investigadores encontraram robustos indícios de práticas ilícitas financeiras dentro do hospital. Entre os fatos apurados estão a emissão de documentos fiscais ideologicamente falsos para acobertar despesas inexistentes, além de indícios contundentes de pagamentos realizados por serviços de saúde e administrativos que supostamente nunca foram prestados à população e movimentação irregular de grandes volumes de dinheiro público e o claro direcionamento de recursos para contas de terceiros.

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos responderão por crimes contra a Administração Pública e corrupção ativa, além de outras tipificações penais que possam surgir ao longo da análise dos materiais, celulares e computadores apreendidos na data de hoje.

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