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Leia: “Completo absurdo”, dispara Otaviano Pivetta sobre lista de “estupráveis” na UFMT
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21 de outubro de 2026 23:55

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OpiniãoMT > Blog > Política > “Completo absurdo”, dispara Otaviano Pivetta sobre lista de “estupráveis” na UFMT
Política

“Completo absurdo”, dispara Otaviano Pivetta sobre lista de “estupráveis” na UFMT

Jornalista Mauad
Publicado em: 9 de maio de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Victor Ostetti/MidiaNews
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A repercussão da “lista de estupráveis” criada por alunos do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) alcançou o alto escalão da política estadual.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) e o ex-governador Mauro Mendes (União) manifestaram repúdio público ao caso, reforçando o coro por punições severas e pelo banimento dos envolvidos do ambiente acadêmico.

PIVETTA E MENDES COBRAM RIGOR

Em publicação nos stories do perfil no Instagram, o governador Otaviano Pivetta classificou o episódio como inadmissível para a sociedade mato-grossense.

“Essa lista dos estudantes da UFMT de ‘alunas estupráveis’ é um completo absurdo. Não podemos aceitar esse tipo de atitude dentro da nossa universidade”, afirmou Pivetta.

O governador garantiu que acompanhará de perto os desdobramentos da investigação e que espera que o episódio resulte em punições rígidas.

Na mesma linha, Mauro Mendes frisou que os alunos envolvidos na barbárie não possuem perfil para frequentar uma instituição de ensino superior e, por isso, não merecem permanecer na universidade.

INVESTIGAÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO

O posicionamento das lideranças políticas ocorre em paralelo à ação do Ministério Público Estadual (MPE). A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá, oficializou a abertura de um procedimento administrativo na última quarta-feira, dia 6 de maio.

Na portaria, a promotora classifica a circulação das mensagens, onde estudantes planejavam e classificavam alunas ingressantes sob a ótica da violência sexual, como uma barbárie incompatível com o Direito. O MPE deu um prazo de cinco dias para que a Reitoria da UFMT apresente as providências internas adotadas.

MEDIDAS ACADÊMICAS E DISCIPLINARES

A Faculdade de Direito de Cuiabá, sob a direção do professor Carlos Eduardo Silva e Souza, já iniciou as sanções administrativas.

O principal suspeito de criar o ranking foi afastado das atividades acadêmicas nesta semana.

Um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado pela UFMT. Caso a autoria seja confirmada, a sanção máxima prevista é a expulsão definitiva.

A instituição determinou acompanhamento psicológico e institucional imediato para as alunas afetadas, visando acolhimento e segurança dentro do campus.

O CASO

O escândalo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico VIII de Abril, que expôs mensagens trocadas em aplicativos com conteúdo misógino e de incitação ao estupro. Em nota, a UFMT reiterou que repudia veementemente qualquer tentativa de naturalização da violência e da violação dos direitos humanos.

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