*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado federal Coronel Assis (PL) subiu o tom contra o Governo Federal e as autoridades acadêmicas após a divulgação de uma estarrecedora “lista de estupráveis” atribuída a alunos do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O caso, que veio à tona nesta semana, gerou uma onda de indignação e pedidos de punição severa aos envolvidos.
A DENÚNCIA E O TEOR DA LISTA
De acordo com informações do diretório estudantil da UFMT, as mensagens circulavam em aplicativos de conversa e envolviam não apenas estudantes de Direito, mas também de outras graduações.
O conteúdo consistia em uma classificação de estudantes mulheres, sob uma ótica de objetificação e banalização da violência sexual.
O grupo de estudantes que denunciou o caso classificou as mensagens como extremamente graves e um ataque direto à integridade das mulheres no campus.
COBRANÇA AO GOVERNO FEDERAL
O deputado Coronel Assis criticou o silêncio do Ministério da Educação (MEC) e exigiu que o caso saia da esfera administrativa e entre na esfera criminal.
“Faço aqui uma cobrança direta ao Governo Federal. Onde está o Ministério da Educação diante de uma barbárie como essa? Nós exigimos uma apuração séria por parte da universidade e uma investigação por parte da polícia. Esses alunos precisam responder à Justiça”, afirmou o parlamentar.
Assis reforçou que o ambiente universitário não pode ser conivente com condutas criminosas.
“Não podemos aceitar que os nossos jovens entrem em uma universidade e encontrem um ambiente tóxico, de medo, desrespeito e violência. Isso não pode ser tratado como algo normal em nosso estado e em nosso país”.
POSICIONAMENTO DA UFMT
Em nota oficial, a Reitoria da UFMT informou que já adotou as providências cabíveis para identificar os autores e aplicar as sanções disciplinares previstas no regimento da instituição.
A universidade reiterou que “repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”.
VEJA VÍDEO

