*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da GCCO e Draco, deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 23 de abril, a Operação Aposta Perdida.

A ação mira um grupo criminoso formado por membros de uma mesma família, acusado de movimentar milhões de reais através da exploração de jogos de azar online, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 34 ordens judiciais, incluindo o bloqueio de R$ 10 milhões em contas físicas e jurídicas. A operação ocorre simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Itapema (SC). Entre as medidas cautelares estão 7 mandados de busca e apreensão (domiciliares e empresariais), sequestro de 5 imóveis de luxo e 4 veículos importados, apreensão de passaportes e suspensão de atividades econômicas e bloqueio de redes sociais utilizadas para promover os golpes.
O ESQUEMA: PIRÂMIDE E CONTAS FAKE
As investigações apontam que o grupo utilizava, supostamente, as redes sociais para atrair vítimas com promessas de “ganhos fáceis” em plataformas ilegais de apostas. O principal articulador seria Wilton Wagner Magalhães Vasconcelos (proprietário da W-Car Multimarcas). Ele é apontado pela polícia como o mentor da ocultação dos valores, utilizando empresas de fachada e “laranjas” para dar aparência de legalidade ao dinheiro.

O esquema contava com a atuação direta da esposa, Jéssica Orben Vasconcelos Magalhães, e da cunhada, Williane Orben (conhecida como Lili Vasconcelos). As influenciadoras simulavam lucros exorbitantes usando “contas demonstrativas” (contas fakes fornecidas pelas plataformas que sempre ganham) para induzir seguidores ao erro.
ALVOS CONHECIDOS
Entre os investigados também está o empresário Erison Coutinho, proprietário da loja Rei dos Panos, com unidades em Cuiabá e Várzea Grande. O padrão de vida ostentado pelos casais nas redes sociais era o que chamava a atenção: viagens frequentes para Dubai, Japão, Itália, França, Chile e Estados Unidos, além da exibição constante de carros de luxo e imóveis de alto padrão, tudo incompatível com a renda declarada.

A polícia descobriu conexões do grupo com plataformas internacionais associadas a fraudes digitais, configurando uma estrutura de pirâmide financeira.
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