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Leia: Prepare o bolso: conta de luz ficará 10,42% mais cara a partir da próxima semana
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21 de outubro de 2026 21:52

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Governo Lula

Prepare o bolso: conta de luz ficará 10,42% mais cara a partir da próxima semana

Aneel aprova reajuste na conta de luz em Mato Grosso; aumento médio pode chegar a 10,42% e impacta consumidores residenciais e empresas.

Redação OPMT
Publicado em: 22 de abril de 2026
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3 Minutos de Leitura
Prepare o bolso: conta de luz ficará 10,42% mais cara a partir da próxima semana
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A conta de luz dos moradores de Mato Grosso terá aumento nos próximos meses, após a aprovação do reajuste tarifário anual de 2026 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) e impacta os clientes atendidos pela Energisa no estado.

As novas tarifas devem entrar em vigor logo após a publicação oficial da medida, prevista para ocorrer ainda em abril. O percentual médio de reajuste aprovado ficou em 12,11%, número significativamente superior ao registrado no ano anterior, quando a alta foi de 1,33%.

Como fica o reajuste da conta de luz em Mato Grosso

O impacto do aumento na conta de luz varia conforme o perfil do consumidor. Para clientes residenciais, o reajuste definido foi de 5,12%. Já para consumidores classificados na baixa tensão, a elevação média chega a 5,27%.

No caso de consumidores atendidos em alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o aumento é mais expressivo, atingindo cerca de 10,42%. Considerando todos os perfis, o efeito médio percebido pelos usuários será de aproximadamente 6,86%.

A divisão entre baixa e alta tensão influencia diretamente no valor final da tarifa. Enquanto residências e pequenos comércios se enquadram na baixa tensão, grandes consumidores, como setores industriais, estão inseridos na alta tensão, onde os custos tendem a ser maiores.

Motivos para o aumento da conta de luz

De acordo com a Aneel, o reajuste na conta de luz está ligado a diversos fatores do setor elétrico. Entre os principais estão os encargos setoriais, além dos custos relacionados à transmissão e à aquisição de energia.

Um dos pontos de maior impacto foi a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que contribuiu com cerca de 2,73% no índice final. Esse aumento está relacionado a alterações na legislação e à ampliação de subsídios no setor.

Além da CDE, outros elementos também influenciam o reajuste, como despesas operacionais e contratos de energia. Esses fatores são revisados periodicamente e refletem diretamente no cálculo das tarifas aplicadas aos consumidores.

Medidas ajudaram a reduzir impacto

Inicialmente, a projeção indicava que o aumento poderia ser ainda maior, chegando a 12,61%. No entanto, negociações envolvendo o Ministério de Minas e Energia resultaram em uma redução no percentual final.

Como parte do acordo, a Energisa optou por adiar o recebimento de uma parcela de sua receita, o que contribuiu para diminuir o impacto imediato em cerca de 0,48%.

Quantos consumidores serão afetados

A decisão da Aneel foi aprovada de forma unânime pelos diretores da agência reguladora. A medida alcança aproximadamente 1,17 milhão de unidades consumidoras atendidas pela Energisa em Mato Grosso.

As tarifas atualizadas passam a valer a partir da publicação oficial da resolução e devem permanecer vigentes até abril de 2027.

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