*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) formou maioria provisória para manter a cassação do mandato da vereadora Monnize da Costa Dias Zangeroli (União Brasil), de Diamantino. A parlamentar e o pai dela, Éder Moraes, são alvos de uma ação que apura crimes de compra de votos, “caixa dois” e abuso de poder econômico durante as eleições de 2024.
DIVERGÊNCIA NO PLENÁRIO
O julgamento revelou um racha no entendimento dos magistrados. O relator do processo, juiz-membro Raphael de Freitas Arantes, votou inicialmente pela manutenção das punições contra Éder de Moraes, apontado como o articulador das irregularidades, mas sugeriu a absolvição de Monnize, alegando falta de provas da participação direta da vereadora.
Contudo, o juiz Jean Bezerra abriu divergência. Para ele, as evidências são suficientes para manter a perda do mandato. Bezerra defendeu apenas a exclusão da multa por compra de votos aplicada a Éder, argumentando que ele não era o candidato no pleito. O entendimento divergente foi acompanhado pelo juiz Luiz Otávio Marques, pela juíza federal Juliana Maria da Paixão Araújo e pela presidente da sessão, desembargadora Serly Marcondes.
Até o momento, o placar está em 4 votos a 2 favoráveis à cassação, já que o desembargador Marcos Machado seguiu o relator e votou contra a perda do mandato da parlamentar.
JULGAMENTO SUSPENSO
Apesar da maioria formada, o juiz-membro Pérsio Oliveira Landim pediu vista para apresentar o voto por escrito, o que suspendeu a análise do caso. Somente após a devolução da vista e a proclamação oficial do resultado é que o processo será concluído no âmbito regional.
O PALE DE ÉDER MORAES
O processo detalha que Éder de Moraes teria sido o principal mentor das estratégias irregulares para garantir a eleição da filha. Éder é uma figura recorrente em processos judiciais no estado, e a acusação sustenta que o abuso de poder econômico desequilibrou a disputa eleitoral no município.

