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23 de abril de 2026 13:17

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Crise nos shoppings: sem público, vendas caem 25% e pressionam setor no Brasil
Economia

Crise nos shoppings: sem público, vendas caem 25% e pressionam setor no Brasil

Shoppings no Brasil enfrentam queda de público, retração nas vendas e avanço do e-commerce, que já supera o faturamento do setor.

última atualização: 20 de abril de 2026 14:12
Redação OPMT
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3 Minutos de Leitura
Crise nos shoppings: sem público, vendas caem 25% e pressionam setor no Brasil
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Os shopping centers brasileiros atravessam um período de transformação marcado pela redução no fluxo de visitantes, queda no faturamento real e mudanças no comportamento do consumidor. Dados recentes da Associação Brasileira de Shopping Centers apontam que o movimento mensal nesses espaços apresentou retração de 6,2% entre 2019 e 2025. No mesmo intervalo, o faturamento, quando ajustado pela inflação, registrou uma queda expressiva de 25%.

Queda no público afeta desempenho dos shoppings

Apesar de uma recuperação pontual após o período mais crítico da pandemia, o fluxo de consumidores voltou a diminuir nos últimos anos. Em 2025, os shoppings registraram média mensal de 471 milhões de visitantes, número inferior aos 476 milhões contabilizados em 2024.

Diversos elementos ajudam a explicar o cenário atual enfrentado por cada shopping no país. Entre os principais fatores estão o aumento do endividamento das famílias, as taxas de juros elevadas e a redução na oferta de crédito. Esses aspectos impactam diretamente o consumo, especialmente na compra de produtos duráveis e semiduráveis, tradicionalmente comercializados nesses centros comerciais.

Além disso, a perda de poder de compra da população contribui para a diminuição da frequência nos shoppings, afetando tanto lojistas quanto administradoras.

Mudanças no comportamento do consumidor

Outro ponto relevante para entender o desempenho do setor de shopping é a transformação no perfil do consumidor brasileiro. Há uma tendência crescente de priorização da conveniência e da economia, o que altera a forma como as pessoas realizam suas compras.

Diante desse cenário, empresas do setor têm discutido alternativas para reverter a queda no fluxo. Entre as possibilidades analisadas estão a diversificação de serviços, maior foco em entretenimento e até mudanças no horário de funcionamento, como forma de tornar o ambiente mais atrativo.

Comércio eletrônico supera shoppings

Enquanto os centros físicos enfrentam dificuldades, o comércio eletrônico segue em trajetória de crescimento acelerado no Brasil. Em 2025, as vendas online alcançaram R$ 235,5 bilhões, representando um aumento de 15,3% em comparação com o ano anterior.

Desde 2019, o setor digital acumulou expansão real de 88%, consolidando sua posição como um dos principais canais de consumo no país. Desde 2024, inclusive, o faturamento do comércio eletrônico já supera o registrado pelos shoppings.

Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão a facilidade de comparar preços, a eliminação de custos adicionais — como transporte e estacionamento — e a praticidade de realizar compras sem sair de casa.

Impactos diretos no varejo físico

O avanço do ambiente digital tem provocado mudanças estruturais no varejo tradicional. Para cada shopping, o desafio passa a ser oferecer experiências diferenciadas que vão além da simples compra de produtos, buscando atrair consumidores em um cenário cada vez mais competitivo.

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