*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma entrevista concedida ao podcast Podrevirar na última terça-feira, dia 14 de abril, o pré-candidato a deputado federal pelo NOVO, Haroldo Arruda não poupou críticas ao cenário político atual de Mato Grosso. Entre elogios à gestão fiscal do governador Mauro Mendes (União) e questionamentos severos sobre a postura política, Arruda desenhou um panorama de tensão entre os grupos que disputam o poder no estado.
Para Haroldo Arruda, o maior erro que um político pode cometer é a falta de clareza ideológica. Ele foi direto ao citar o ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, como exemplo negativo.
“O maior pecado da política é a contradição. Se alguém me pede um exemplo que faz jus a este pecado, se chama Carlos Fávaro, e ele vai colher isso nas urnas”, disparou.
Arruda também defendeu a postura do prefeito da capital, Abílio Brunini (PL) ao questionar a migração do MDB para a direita, citando especificamente a deputada Janaina Riva. Segundo ele, o PL não aceitará cair em contradições ideológicas apenas por estratégia eleitoral, criticando o que chama de “política de conveniência”.
MAURO MENDES: GESTÃO VS CORAGEM POLÍTICA
Ao analisar a possível transferência de votos de Mauro Mendes para Otaviano Pivetta, Haroldo reconheceu o perfil técnico do atual governador.
“Mauro fez um trabalho brilhante nas questões fiscais, obras e infraestrutura. Isso é perceptível”, afirmou. No entanto, o pré-candidato apontou fragilidades no capital humano e na relação com servidores e aposentados.
A crítica mais contundente foi sobre a postura de Mendes diante da direita bolsonarista.
“A sociedade está na expectativa de votar em candidatos que tenham coragem para apresentar impeachment de ministro. Mauro Mendes vai ter coragem de fazer isso? O Executivo é muito diferente do Legislativo. O cara pode ser espetacular em um e ruim no outro por não enfrentar o que precisa ser enfrentado”, questionou.
A RESISTÊNCIA DE JAYME CAMPOS
Sobre a movimentação para as eleições ao Governo, Haroldo Arruda garantiu que o senador Jayme Campos (União) não deve recuar. Segundo ele, Jayme não aceitará que o grupo de Mauro Mendes e Pivetta “coloque o dedo na sua cara”.
“Acho muito difícil ele recuar agora, ficaria feio para ele. É importante que ele, Pivetta e Wellington Fagundes passem pelo crivo da população”, avaliou.
FUNDO ELEITORAL E RENOVAÇÃO
Crítico do sistema atual, Arruda afirmou que o modelo favorece quem já detém o mandato.
“A estrutura de quem vai para a reeleição é infinitamente maior. Sou contra a reeleição para o mesmo cargo. A alternância de poder é sinônimo de democracia”, defendeu, citando o histórico da era Riva como exemplo de dano à sociedade por falta de renovação.
Quanto ao seu partido, o Novo, Haroldo está otimista. Ele elogiou o trabalho de Elizeu Nascimento na transição para a sigla e projeta que o partido consiga fazer dois deputados estaduais e um federal nas próximas eleições.
VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

